Colunas / Marco A. Ballejo Canto

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Falta menos de um ano

Falta menos de um ano para a próxima eleição de presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Não lembro de cenário como o atual. Na semana passada, Lula (PT), que poderá ser impedido de concorrer, esteve no lançamento da pré- candidatura de Manoela Dávila (PCdoB) à presidência. Trata-se de um nome novo para este patamar de disputa, como o de Luciano Huck.
Bolsonaro (PSC), Haddad (PT), Marina Silva (Rede), Dória e Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles, Álvaro Dias (Podemos), Sérgio Moro, e alguns desconhecidos por aqui como Paulo Rabello de Castro, que preside o BNDES, João Amoedo (Novo), Chico Alencar (Psol), também são apontados em matéria da Folha de São Paulo deste mês como presidenciáveis.
Muitos partidos, muitas pessoas, mas conteúdos relevantes para debates, poucos.
Vejamos. A previdência vai quebrar. Bem, se incentivarmos as pessoas a trabalharem sem carteira assinada e se a fonte para pagar as aposentadorias for a incidência de tributos sobre o salário de quem tem carteira assinada, vai quebrar. Se a fonte de arrecadação para pagar a previdência for uma CPMF da vida, e não tributos sobre o salário, sobrará dinheiro para pagar as aposentadorias. A CPMF todos pagam; da forma atual, se penaliza o trabalhador e o empresário que contrata com carteira assinada. Estes pagam muito e há muitos que nada pagam.
Continuo. A previdência tem problemas porque o PIB per capta (por pessoa) no Brasil, a riqueza produzida por cada brasileiro, deve estar pouco acima de dez mil dólares por ano. Nos países com melhores índices de desenvolvimento humano, esta riqueza produzida por pessoa é cerca de cinco vezes maior, cinquenta mil dólares. Logo, o que falta no Brasil é qualificar empresários, meios de produção e trabalhadores para que venhamos a produzir mais e melhor. Isto resolve os problemas da previdência, para hoje e para o futuro.
Esta conversa mole de que no futuro haverá mais idosos e menos jovens não passa de conversa fiada. No futuro, com avanços tecnológicos, cada jovem poderá produzir muito mais riqueza que hoje e os idosos poderão ser uma grande fonte de troca de serviços entre seres humanos.
Vamos ver o que dizem os candidatos. E vamos ver se mudamos o país trocando as velhas mediocridades de hoje por uma juventude que assuma a responsabilidade e o poder, se bem que Manoela Dávila e Luciano Huck parecem não representar muito.