Candiota mostra ousadia em retomar, contra a maré, um festival de música gaúcha em plena crise econômica. Aliás, seria de total comodidade para o atual governo, adiar novamente o retorno, sob a sombra do discurso de escassez de recursos e blá, blá, blá.
Pois não, e de forma surpreendente, o Canto Moleque da Canção Gaúcha retornou com toda a sua altivez e no lugar de destaque que ele merece. De organização quase que irreparável, o maior festival de sua categoria no Estado está de volta.
A decisão em retomar se reveste em mais do que acerto político, mas de compreensão dos anseios da comunidade. Foi, se comparássemos com futebol, um golaço governamental.
O Canto Moleque, idealizado por três sonhadores e amantes da música regionalista e abraçado pelo primeiro governo do município, em 1992, é um festival diferenciado e que não pode se perder e não vai.
O seu retorno, inclusive a algumas origens, como a data, foi triunfal e não mais deixará de acontecer. Os moleques, como já fizeram em 21 edições passadas, novamente surpreenderam a todos com seus talentos, garantindo que assim, a música desses pagos não irá morrer ou perecer ao modismo e a influência internacional.
Vida longa ao Canto Moleque!
Editorial