Paira no ar uma espécie de dúvida sobre as eleições deste ano. Vivemos um clima estranho, com gente defendendo a ditadura militar-civil e alguns até pedindo a sua volta. Há uma atmosfera de intolerância, quando se faz confusão em discordar com imposição de ideias ou ideologias.
Independente de qualquer coisa, os episódios que envolveram atos de violência contra caravana do ex-presidente Lula e que começaram em Bagé, é um prelúdio desta onda radical que toma conta de parte da sociedade, que cá para nós, não está assim deveras tão preocupada com a corrupção, se não sua indignação seria bem menos seletiva.
Na última semana, ainda de forma tímida, alguns colunistas de grandes jornais, já chegam a suscitar a possibilidade de não haver eleições este ano, prorrogando mandatos até 2020. Por interesses tão menores, não é possível mais uma vez colocar nossa já em frangalhos democracia em total risco. O Brasil vem sendo observado internacionalmente e esta falta de estabilidade política não interessa à Nação.
O processo de judicialização da política, quando se extrapolam competências constitucionais e se parte para uma espécie de campanha política, tal como se fosse uma cruzada santa a prisão em segunda instância, nos aponta claramente quão perigoso o caminho que estamos trilhando.
O fato é que nada pode abalar o processo eleitoral de 2018. Precisamos, com todos os candidatos que se apresentarem, eleger um novo ou nova presidente da República para governar o Brasil a partir de 2019. Qualquer outra manobra é mais uma vez um sério ataque a democracia.
Editorial