Vivemos um momento de muito ódio político e social no Brasil. Teses do tipo ‘bandido bom é bandido morto’ e que a população precisa se armar para se defender, se tornam frágeis diante da realidade cruel e complexa que o país atravessa, principalmente na segurança pública.
O sentimento medieval ou bárbaro da justiça sendo feita com as próprias mãos nos empurra para uma falsa e tola expectativa, pois o combate a violência vai muito além do uso simples de mais violência. Ou alguém se ilude que bandido tem algum medo de morrer. Se assim fosse, não seria bandido.
Novamente aqui recorrendo ao filósofo e educador brasileiro Darcy Ribeiro, que disse na década de 1980 que se os governantes não construíssem escolas, em 20 anos teriam que construir presídios, nos dá a dimensão não só de atualidade, mas de dura realidade.
A criminalidade brasileira, em sua base, está relacionada a pobreza, contudo isso não justifica a sua prática e precisa ser punida exemplarmente. Mas a repressão apenas ou como viés principal irá fracassar, se não tivermos mais equilíbrio e justiça social, aliado a um processo gigantesco educacional.
Editorial