Colunas / Editorial

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A barbárie

Quando a informação chegou em primeira mão ao jornal na tarde da última sexta-feira (29 de junho), um misto de silêncio e perplexidade tomou conta da redação do Tribuna do Pampa. Também, numa reação normal jornalística, em princípio se duvidou de notícia tão triste e recheada de requintes de crueldade.
Noticiar a morte de uma mãe, praticada por uma filha de apenas 12 anos e do namoradinho de 16, não é nada convencional e cotidiano. Algumas checagens depois e a confirmação de que nossa fonte estava absolutamente correta. Era verdade a morte provocada por socos e marteladas, além do corpo ter sido enterrado no fundo da casa.
Mesmo com a experiência de anos de jornalismo que se tem, um fato desta envergadura e complexidade, causa dificuldades para manter a distância e isenção recomendadas. É difícil, por mais que se queira, encontrar respostas para tamanho desatino.
As reflexões nos levam a questionar os modelos de educação, a conduta de nossos jovens e adolescentes e até mesmo a legislação para punição nesses casos. Entretanto, não há nada que possa encontrar plausibilidade a uma sandice dessa natureza.
Se espera, que jamais tenhamos que novamente ser portadores de notícia tão aterrorizadora. Que a força dos núcleos familiares sejam suficientes para orientarem nossa juventude e dizer-lhes que os pais, mais que tudo, ainda são os faróis que os iluminam por um caminho seguro.