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Candiota é trincheira de luta contra a retirada do plebiscito

Candiota se transforma num baluarte na defesa da CRM, CEEE e Sulgás, bem como, da luta para que se mantenha o plebiscito que define os destinos das estatais.

Prefeito Adriano lidera o movimento na região

Sob a liderança do prefeito Adriano dos Santos (PT), Candiota vai se tornando uma espécie de bastião contrário a proposta do governador Eduardo Leite (PSDB) em retirar da Constituição do Estado o dispositivo legal que prevê a realização de um plebiscito, consultando a população gaúcha sobre o destino das empresas estatais. Pela Proposta de Emenda a Constituição (PEC) enviada pelo governador, o Estado fica desobrigado de convocar plebiscito para definir o futuro da Companhia Riograndense de Mineração (CRM) – que tem sua única unidade produtora em Candiota, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás).

Para comprovar a resistência à proposta governamental, o município sediou na última segunda-feira (25) – um dia após o seu aniversário de 27 anos, uma audiência pública, tendo por local o ginásio municipal, que ficou lotado. “Não podemos deixar que por meia dúzia de trocados, vendam empresas estratégicas para nosso desenvolvimento”, assinalou Adriano.

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Estiveram presentes os deputados estaduais do PT, Luiz Fernando Mainardi (líder da bancada), Zé Nunes e Jeferson Fernandes, e a deputada Juliana Brizola (líder do PDT na AL), além de muitas lideranças sindicais e políticas do Estado e da região.

Por cerca de duas horas foi realizado um debate intenso e contrário a proposta do governador, inclusive tendo sido lembrado por mais de uma vez, que Eduardo Leite prometeu em campanha eleitoral, que mandaria para a Assembleia a proposta de realização de plebiscito e não a sua extinção. A PEC tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da AL e está aguardando parecer para em breve ser votada em plenário.

PRONUNCIAMENTOS – a líder da Frente Parlamentar em Defesa das Empresas em Energia, deputada Juliana Brizola, chamou a atenção para a cobiça internacional. “Só quer vender a CRM quem não conhece esta riqueza. Os chineses, que são bobos, estão de olho nesse patrimônio”, ironizou.
Para o líder do PT e ex-prefeito de Bagé, Luiz Fernando Mainardi, o governador quer mexer num valor fundamental da democracia. “É um direito do povo gaúcho em decidir sobre as estatais”, resumiu.

O deputado Jeferson Fernandes fez questão de enaltecer a liderança do prefeito Adriano e disse que a luta será intensificada em defesa das empresas públicas. “Sabemos o que tem por detrás dessa proposta de privatização e não vamos deixar nos tirarem o direito sagrado de escolhermos”, ponderou.
O deputado Zé Nunes argumentou que é visto que a privatização serve a outros interesses e que não vai resolver o problema fiscal e financeiro do RS. “Alguém acredita que a venda das estatais é para isso?”, questionou.

O presidente do Sindicato dos Mineiros de Candiota, Moisés Rodrigues de Rodrigues, disse que não é possível que 55 deputados decidam sobre o destino de bilhões de toneladas de carvão mineral. “Não vamos aceitar e por isso vamos lutar muito”, prometeu.

Candiota se transforma num baluarte na defesa da CRM, CEEE e Sulgás, bem como, da luta para que se mantenha o plebiscito que define os destinos das estatais.