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Governo de Hulha Negra buscará apoio para projeto de custeio de iluminação pública

Constantemente é necessário fazer reparos na rede de iluminação pública pela queima de lâmpadas

Constantemente é necessário fazer reparos na rede de iluminação pública pela queima de lâmpadas

Conversar com os vereadores. Desta forma o prefeito de Hulha Negra, Renato Ma­chado, disse que deverá proceder para chegar a um acordo quanto à um parecer favorável a implantação de um projeto de contribuição, por parte da comunidade, de Custeio da Iluminação Pública (CIP) no muni­cípio – custeio esse que já é comum em outros municípios.

Isso porque, o Projeto de Lei Municipal 055/2019 que institui pagamento de uma taxa para custear a iluminação pública da cidade, foi rejeitado na Câmara de Vereadores, por unanimidade, em uma sessão extraordinária ocorrida no dia 19 de dezembro.

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Ao TP, questionado sobre uma possível reapresentação do projeto, o prefeito Renato Machado disse não ter sido a primeira vez em que é rejeitado, mas disse que irá se aproximar dos vereadores. “Vou conversar com os vereadores, quem sabe ouvir os vereadores”, manifestou o gestor.

SOBRE O PROJETO O Projeto de Lei Municipal 055/2019 rejei­tada em dezembro do ano passado, institui contribuição para Custeio da Iluminação Pública (CIP). O custeio está previsto no artigo 149 – A da Constituição Federal e faz referência ao consumo de energia destinado a iluminação de vias, lo­gradouros e demais bens públicos, bem como a instalação, manuten­ção, melhoramento e expansão da rede de iluminação pública.

Deve pagar a CIP, pessoa natural ou jurídica que possua ligação regular de energia elétrica. Para Hulha Negra, conforme o projeto, a base de cálculo é o valor mensal do consumo total de ener­gia elétrica constante na fatura de energia mensal, por meio de uma contribuição de 6%, sendo isentos aqueles consumidores da classe residencial com consumo de até 50kw/hora e da classe rural, de até 70kw/hora.

TAXA A determinação de limites de consumo dividem a população em categorias, observadas segundo as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou órgão regulador. Conforme o projeto apresentado no ano passado, são isentos os que superarem os seguin­tes limites: classe industrial: 30.000 kwh/mês; classe comercial: 15.000 kwh/mês; classe residencial: 5.000 kwh/mês; classe rural: 20.000 kwh/mês; classe serviço público: 15.000 kwh/mês; classe poder público: 15.000 kwh/mês; classe consumo próprio: 15.000 kwh/mês.

Se aprovado o projeto, a CIP será lançada para pagamento juntamente com a fatura mensal de energia, sendo que aos valores não pagos no dia do vencimento serão acrescidos de juros de mora, multa e correção monetária nos termos de cobranças das concessionárias de energia.

ARRECADAÇÕES O projeto ain­da dizia que os valores provenientes das arrecadações com iluminação pública serão transferidos para o Fundo Municipal de Iluminação Pú­blica, de natureza contábil e admi­nistrado pela Secretaria de Finanças após convênio para cobrança dos valores entre a Prefeitura e a Com­panhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) e a Cooperativa Regional de Eletrificação Rural Fronteira Sul Ltda (Coopersul). Em justificativa e levando em conta que a alíquota de 6% já existe em outras cidades, o prefeito justificou o projeto lem­brando que não cabe ao município abrir mão de arrecadação.