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Decisão do TCE-RS embasa dificuldade em conceder revisão anual ao funcionalismo

Servidores da região estimavam uma reposição inflacionária

Servidores da região estimavam uma reposição inflacionária

No início desta semana, em assembleia geral extraordinária virtual do Sindicato dos Municipários de Candiota (Simca), a categoria chegou a decidir pelo estado de greve, ou seja, que poderia evoluir para uma paralisação ou greve, caso as negociações com o Executivo não avançassem.
Porém uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), que suspendeu os efeitos da lei municipal nº 6.424/2021, de Canoas, que havia concedido revisão geral anual aos servidores, ressalvando, em razão da boa-fé, os pagamentos já efetivados, criou dificuldades e reforçou o argumento para a não concessão. A decisão assinala que a concessão da revisão afronta à Lei Complementar 173/2020, que vedou aumentos salariais ao funcionalismo público até o final deste ano.
O Executivo de Candiota enviou na segunda-feira (19), uma mensagem à Câmara e ao Simca, declarando oficialmente que não irá conceder em razão das implicações legais. A Prefeitura de Candiota chegou a publicar a decisão do TCE-RS em seus canais oficiais, indicando que era mais um elemento que reforçaria a impossibilidade.
O presidente do Simca, Marcelo Belmudes, conversou com o TP e chegou a admitir que a decisão do TCE-RS, apesar de ser para Canoas, sem dúvidas que coloca mais dificuldades, porém, o sindicalista afirmou que está sendo estudado junto ao jurídico da entidade, um entendimento ainda da possibilidade de concessão, baseado em legislação que aponta o não comprometimento de certo percentual de receita. “Entendemos ainda que é possível conceder”, disse.
O prefeito em exercício de Pinheiro Machado, Ronaldo Madruga (Progressistas), emitiu uma nota dizendo que sempre se posicionou, através do princípio da legalidade, que não seria possível a revisão geral anual dos salários dos servidores devido ao julgamento do Supremo Tribunal Federal, vedando a reposição salarial. “A revisão é de extrema importância para os nossos trabalhadores, quando assumi, a primeira questão que a gente verificou foi a revisão anual e quanto a gente poderia alcançar conforme os índices, no entanto, recebemos diversas orientações de que não deveríamos fazer a revisão e agora com a decisão do TCE em relação ao município de Canoas, mostra compatibilidade do meu posicionamento com o do Tribunal de Contas”, comentou o prefeito.
A Prefeitura de Pedras Altas já havia manifestado que não concederia, justamente pelas questões jurídicas e Hulha Negra, assim como Bagé, não responderam às solicitações do jornal sobre o assunto.

* Com alteração de informações em relação à publicação no jornal impresso

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