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Nas mãos de Temer

O portal na internet do Tribuna do Pampa publicou no último sábado, 29, de que o presidente Michel Temer (PMDB) poderá vetar o artigo da Medida Provisória 735, que trata sobre a modernização das térmicas a carvão e foi aprovada recentemente tanto pela Câmara como pelo Senado Federal. O veto prejudica diretamente a Usina de Candiota em suas fases A e B.

Uma nota técnica emitida pelo Ministério de Meio Ambiente, assinada pelo ministro Sarney Filho, recomenda a Temer que vete.  O argumento do MMA  é que o artigo 20 da MP foi escrito por encomenda do lobby carvoeiro do Sul. O artigo entrou como “contrabando legislativo”, afirma o ofício encaminhado à Presidência.

Na verdade, mais uma vez, os inimigos do carvão – que não são poucos e que aqui na região encontram eco até na própria imprensa -, se equivocam em relação aos fatos. A medida proposta justamente vem ao encontro do processo de diminuição do CO2 na atmosfera, pois em modernizando, por exemplo, as fases A e B da Usina de Candiota, teríamos menos impacto ambiental e não o contrário como alegado na recomendação. Ou seja, ao deixar a usina do jeito que está, a poluição não diminui.

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Na ânsia de barrar o carvão, sob falsas premissas e baseado no que fazem na China, nos EUA e na Alemanha – onde a matriz energética é calcada no carvão e não como no Brasil que representa apenas 2% e nos últimos tempos tem sido fundamental para salvar um sistema baseado na hidroeletricidade -, os ambientalistas e técnicos do governo cometem grave erro, inclusive do ponto de vista estratégico para a estabilidade do sistema elétrico nacional.

Esperamos nós, que esses argumentos cheguem à mesa de Temer, antes que mais uma vez cometam um canetaço nada inteligente – semelhante aquele de Dilma Rousseff (PT) que havia banido o carvão do cenário e depois com a seca precisou voltar atrás.