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Greenpeace pede que Temer vete o carvão

MP beneficia diretamente as fases A e B da Usina de Candiota
MP beneficia diretamente as fases A e B da Usina de Candiota

MP beneficia diretamente as fases A e B da Usina de Candiota

O movimento ambientalista internacional Greenpeace (na tradução livre do inglês significa Paz Verde) lançou uma campanha na internet para que o presidente Michel Temer (PMDB) vete o artigo que trata da modernização das usinas térmicas a carvão, o que beneficia diretamente as fases A e B da Usina de Candiota, pertencente à CGTEE e que está contido na MP 735/2016, aprovada recentemente pela Câmara e Senado Federal.

Sob o título Carvão Não, o Greenpeace lançou uma petição online para ser entregue ao Planalto. “Enquanto o mundo luta para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e enfrentar as mudanças climáticas, o Congresso aprovou no dia 19 de outubro um artigo que incentiva a energia suja, com geração de eletricidade pela queima de carvão. Apoiar essa fonte energética significa negar o Acordo de Paris da ONU e as promessas pelo clima que fizemos para o mundo, indo na contramão de um movimento global pelo fim do carvão. Está nas mãos do presidente Michel Temer vetar esse artigo para garantir que o Brasil siga na direção correta”, assinala um dos trechos do texto de abertura da petição.

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Uma nota técnica assinada pelo ministro de Meio Ambiente, Sarney Filho, também recomenda a Temer que vete ao artigo da MP que trata da modernização da indústria carbonífera.

Petição é articulada pelo grupo internacional

Petição é articulada pelo grupo internacional

A Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM) tem combatido esse argumento de poluição, assinalando que caso a medida não seja aprovada, isto sim significa um retrocesso do ponto de vista ambiental, pois os atuais parques geradores a carvão são antigos e mais poluidores. “O programa de modernização não vai contra o Acordo de Paris, ao contrário, é uma medida de mitigação”, assinala o presidente da ABCM, Fernando Zancan.

Além disso, lembra a ABCM, não se está levando em conta as questões sociais que o veto pode acarretar, como fazer desaparecer a partir de 2027, 53 mil empregos em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sem falar em deixar de se investir R$ 5 bilhões nestas regiões. “Usando meias verdades não é possível fazermos um debate sério em torno desta questão. Como iremos produzir 2.500MW a mais por ano se não pudermos mais contar com as hidrelétricas e usinas a carvão e gás?”, questiona Zancan.