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Greenpeace se equivoca novamente

A militância ambientalista precisa ser vista com bons olhos. Os níveis de poluição e agressão ao meio ambiente a que chegou o planeta indicam que teremos sérios problemas para a humanidade em pouco tempo, sendo que alguns já são sentidos.

Contudo, o grupo internacional de defesa ambiental Greenpeace (Paz Verde na tradução livre do inglês) novamente se equivoca em relação ao carvão brasileiro. Eles pedem um retumbante não ao mineral e que o presidente Michel Temer (PMDB) vete apenas o artigo da MP 735/2016 – aprovada pelo Congresso Nacional recentemente -, que trata da modernização das térmicas movidas a carvão – medida que beneficiaria nossa região, pois atinge as fases A e B da Usina de Candiota, que pertence, inclusive, ao governo federal.

O Greenpeace demoniza o carvão brasileiro não levando em conta aspectos importantes, como por exemplo, que o Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do planeta. China, EUA, Alemanha e Índia, para ficar nestes exemplos, precisam sim reduzirem suas emissões de CO2, pois são eles quem poluem de fato o planeta. Já nós, temos menos de 3% de nossa matriz baseada em carvão – fundamental para que possamos ter um sistema seguro e que não dependa de apenas uma fonte e soframos riscos de apagões elétricos (aliás, estudos apontam para que tenhamos 5% de nossa matriz baseada em carvão).

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De acordo com a mais recente estudo publicado na revista Energy Report, da PSR (renomada consultoria do setor elétrico), há pacotes de bondades e de maldades no texto da MP que chegou à Presidência. Originalmente proposto para agilizar o processo de privatizações do setor elétrico, é possível subdividir os temas em cinco grandes seções, que atuam sobre encargos, proporcionam incentivo e benefícios a grupos específicos de interesse e inovações que pequenas no início podem introduzir precedentes que podem ter consequências ‘potencialmente profundas’ no longo prazo. Entretanto, em nenhum dos apontamentos feitos pela Energy Report, a modernização das térmicas é citada como algo que deva ser rechaçado.

A MP 735 possui diversos outros pontos muito mais polêmicos do que a modernização das usinas térmicas (que trarão menos impactos ao meio ambiente se efetivada). Contudo, de maneira simplista e pouco inteligente, o Greenpeace se arvora contra o carvão mineral nacional, que além de tudo produz 58 mil empregos no Sul do Brasil. Assim, neste momento, se faz necessário um grande não ao Greenpeace, que presta um desserviço ao lançar mão de meias verdades, assim como, o Ministério de Ambiente e Ibama que recomendaram ao Planalto o veto a esta importante legislação, que traz alento a Santa Catarina e Rio Grande do Sul.