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Candiotense tem história infantil publicada no livro “O Reino dos Sonhos”

Rosauria conta que desde criança gostava de escrever

Estamos em outubro, mês das crianças. Diversas festinhas foram realizadas para animar a criançada nas comunidades e nada melhor do que aproveitar este mês para o Tribuna do Pampa compartilhar essa matéria com todos os leitores.

Turma da Rebecca e o amiguinho da casa verde. Esse é o titulo da história escrita pela candiotense Rosauria Grecco Castañeda, 61 anos, que integra a antologia O Reino dos Sonhos, uma obra com 96 histórias de vários autores brasileiros. Segundo Rosauria, a dela foi inspirada nas netas e seus amiguinhos. “A história deixa como mensagem que devemos respeitar cada amiguinho do jeito que ele é”, descreve a autora.

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História escrita por Rosauria foi inspirada na neta e seus amigos

A LEITURA E ESCRITA

Rosauria contou ao jornal que o gosto pela leitura e escrita são desde pequena. Entre os primeiros livros que ela leu foram O Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato e Capitães da Areia, de Jorge Amado. “Desde que aprendi a ler, gostava de uma caneta e uma folha de papel. Minhas redações sempre recebiam notas máximas e elogios das professoras. Quando perguntavam o que eu ia ser quando crescesse, a resposta era: escritora”, contou a também integrante ativa do Clube de Mães, Mãe Cleci, de Candiota e coordenadora do grupo de idosos Saber Viver, da Secretaria de Assistência e Inclusão Social.

 

PUBLICAÇÕES

 

Ela relembrou que as primeiras publicações foram poesias no jornal A 1ª Folha, hoje Tribuna do Pampa, e que em 2022, teve a primeira publicação a nível nacional, na Antologia Crônicas da Manhã, com o título “Começo de uma manhã encantada”, onde descreve sobre seu itinerário de casa até o trabalho e a mudança que foi fazer o mesmo percurso durante a  pandemia de Covid-19.

Ela já adianta que está montando um livro de crônicas que está em fase final. “Espero que em seguida possa publicá-lo, mas fui classificada em três antologias a nível nacional e tô muito feliz por isso. É o começo da realização de um sonho”, descreveu.

 

SENTIMENTO

 

Questionada pela reportagem do TP a descrever qual seu sentimento com a publicação da história infantil, a candiotense resume em muito feliz. “Eu só falava que ia ser escritora quando era criança, mas com o passar do tempo casei, tive filhos, fui trabalhar e por um tempo essa vontade de escrever ficou adormecida. Há uns dois anos, uma amiga que mora nos Estados Unidos, a Leda Mesck, me perguntou: “Amiga, cadê a escritora que tu dizia que ia ser?”. Isso me acendeu uma luzinha de alerta e pensei: “Opa! Meu tempo por aqui está findando e não vou ser escritora?Então comecei a participar de antologias, algumas não fui selecionada, mas essas três em gêneros bem diferentes, foram (história infantil, crônica e poesia). Meu sentimento é de descoberta, de realização”, avaliou.

Rosauria complementa relatando sempre ter inventado histórias infantis de forma verbal, onde contava para os filhos, netas e sobrinhos. “Mas agora fiz essa primeira, adorei e me emocionei com o áudio de um pequeno leitor maravilhado com o livro que tinha ganho, que estou escrevendo a segunda história infantil com o título ‘O gato e o pé de couve’, inspirada numa história que estou vivendo, só que adaptada para a criançada, com a proposta de cuidar e proteger os animais”, adiantou.

 

COMO ADQUIRIR

 

A antologia “O Reino dos Sonhos”, da Editora Lura, do qual a história escrita por Rosauria faz parte é vendido por R$ 40 e pode ser encontrado via internet, pela editora. A escritora contou ao jornal que fez uma encomenda de livros, mas que todos foram vendidos. “Amigas de várias cidades pediram, até um foi enviado para a Austrália. Vou ter que solicitar uma segunda remessa”, relatou Rosauria alegre.

Ela também tem em casa disponíveis alguns exemplares da Antologia Lendo em dias de chuva, onde tenho a poesia “Chuvas e Pitangas” ao valor de R$ 35.

 

SOBRE ROSAURIA

 

Rosauria teve uma infância miserável quando residia em Bagé, até que na década de 70, o tio Ricardo Delpino, que tinha comércio na estrada da Prainha, levou o pai dela para trabalhar (ela com então 12 anos), ocasião em que passaram a residir em Candiota – os pais e dois irmãos menores. No município, a vida mudou para melhor. Hoje os pais são falecidos e ela vive com o companheiro Augusto Fagundes. É mãe de Luis Carlos e Raisa e avó de Rebecca (14 anos) e Ana Clara (11 anos).

Ela se define como uma vencedora. “Canceriana, emotiva, que não aceita injustiça, ultrapassei muitos obstáculos que me fortaleceram e estamos por aqui para aprender, embora nosso aprendizado seja duro às vezes”.

ORIGINALMENTE ESTE CONTEÚDO FOI PUBLICADO NO JORNAL IMPRESSO*