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Em alerta, gabinete de crise estadual foi acionado já nas primeiras chuvas

Governador Eduardo Leite durante visita ao hospital de campanha do Exército Brasileiro instalado em Eldorado do Sul, uma das cidades mais atingidas

Além da região de Porto alegre, três bases de suporte humanitário foram montadas no interior. Vice-governador Gabriel Souza ficou a frente dos locais

O  governo estadual do Rio Grande do Sul procura medidas e disponibiliza auxílios para ajudar as famílias afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias, além de já pensar em uma forma de reconstruir o estado após as enchentes. Ações têm sido realizadas desde o dia 30 de abril, quando já preocupado com o grande volume de chuvas, uma reunião do Gabinete de Crise foi acionada.

A partir daí, teve início, por meio da Defesa Civil estadual, a solicitação para atenção especial em áreas de risco com retiradas dos moradores e a divulgação de boletins com informações sobre as enchentes. Neste período, forças de segurança já atuavam no resgate a vítimas e aeronaves já haviam sido solicitadas pelo Estado. Com reuniões constantes, diariamente estratégias passaram a ser montadas pelo governo na busca por soluções e apoio devido as inundações.

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No último dia 5, foi anunciada a abertura de um crédito suplementar no valor de R$ 117,7 milhões no orçamento, destinado à recuperação imediata da infraestrutura rodoviária estadual danificada pelas chuvas. A medida foi estabelecida no Decreto 57.599/2024, publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE).

Além disso, segundo informado no site, o governo por meio da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional (STDP), elaborou um plano de reestruturação no setor de trabalho, emprego e renda diante dos eventos meteorológicos que afetam o Rio Grande do Sul. Um dos primeiros passos é contribuir com a divulgação do Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), modalidade que permite ao trabalhador sacar até R$ 6, 2 mil do saldo da conta por necessidade em razão de desastre natural que tenha atingido sua área de moradia. O direito à retirada depende da habilitação do município em situação de emergência ou estado de calamidade pública.

No dia 6, no encontro realizado com todos os secretários, o governador Eduardo Leite, discutiu as prioridades para nortear o trabalho do Executivo. Ainda, foram discutidas questões como a retomada do abastecimento de água, o auxílio do Estado aos municípios, a reconstrução de pontes, estradas e rodovias, os impactos na indústria e nos setores econômicos, a paralisação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, a intensificação de patrulhas nas regiões afetadas para garantir a segurança da população, o retorno das aulas e a necessidade de combate às fake news.

Outro tópico também abordado pelo governador, Eduardo Leite e seu vice, Gabriel Souza, é em relação a reconstrução do Estado após o salvamento de vidas nas enchentes que estão devastando o RS. Em uma reunião realizada no dia 7 de maio, e que contou com a presença de secretarias, instituições financeiras, entidades e empresários, Leite reforçou  que está em contato com governadores de outros estados para pedir auxílio, em especial aos que fazem parte do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud). “Minha grande preocupação é dar ao Brasil a noção do que está acontecendo aqui”, destacou.

Governador Eduardo Leite durante visita ao hospital de campanha do Exército Brasileiro instalado em Eldorado do Sul, uma das cidades mais atingidas

ALERTA PARA O CLIMA

 

Ainda no dia 7, no Palácio Piratini, o governador fez um alerta para a previsão do tempo que deve sofrer mudanças ainda nesta semana. Na oportunidade, ele citou o retorno das chuvas intensas entre os dias 8, 10 e 12 de maio. “Teremos temporais generalizados em todo o Estado. As temperaturas despencarão na noite de quarta. E há uma projeção de que, entre sexta e domingo, tenhamos mais chuvas fortes. Então, não será hora de voltar para casa”, reforçou.