
Salas de aula foram distribuídas pelo prédio
Na semana passada, a edição impressa do jornal Tribuna do Pampa mostrou uma matéria especial falando sobre a situação atual da Escola Estadual de Ensino Médio Jerônimo Mércio da Silveira e as condições das aulas que acontecem no Centro Cultural, na Vila Residencial.
O prédio foi cedido pela Prefeitura de Candiota para que os alunos voltassem a ter aulas. Isso porque, no mês de junho, após problemas elétricos, os cerca de 400 alunos da instituição de ensino tiveram as aulas suspensas e para que os alunos voltassem a ter aulas, a Prefeitura cedeu de forma provisória à escola estadual, o espaço que abriga a Secretaria de Cultura e também sedia alguns eventos.
Na reportagem, foi mostrado, após uma visita do jornal no local, que apesar das aulas estarem acontecendo para todas as turmas e do empenho de professores, funcionários e direção, o prédio não foi projetado para sediar uma escola e atualmente o que se vê são salas de aula improvisadas apertadas, sem aberturas para ventilação e exposição dos alunos para a área externa há poucas semanas da chegada do calor.
Em razão disso, o assunto foi novamente pauta na tribuna da Câmara de Vereadores e Vereadoras, que se mostraram preocupados com as condições das aulas, mas principalmente pela falta de informações e agilidade no processo por parte da 13ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e Secretaria Estadual de Educação (Seduc), tendo em vista que segundo repassado ao jornal, ainda não há nem mesmo licitação realizada, portanto não há prazos para início da reforma do prédio ou, até mesmo, para realocação dos alunos no antigo hotel, prédio cedido pela Âmbar Energia.
PRONUNCIAMENTOS
O vereador Axel Costa (PT) foi o primeiro a falar sobre o tema, lembrando que o episódio com a escola Jerônimo não é isolado e que muitas escolas fecharam no Estado nos últimos anos. “Isso mostra a precariedade da educação pública estadual. Quero registrar o meu total apoio à comunidade que lutou pela manutenção da Escola Jerônimo. Os relatos que a gente vê é trabalhadores sem condições, com as salas apertadas, sem refrigeração, sem nem janela. Nossa luta vai continuar pela reforma e pelo acesso ao prédio da Escola Jerônimo. Porque toda vez que a gente vai e agradece a prefeitura pela cedência do espaço ou até mesmo a Âmbar por tentar agilizar, a gente está se isentando de cobrar o papel que é do Estado, de agilizar e resolver essa situação da precarização da educação pública”.
Na sequência, Léo Lopes (PSDB) destacou que a única coisa que a Seduc tem feito até agora é se abster, negar suas responsabilidades para com esses alunos. “O prédio hoje onde está instalada a escola foi cedido pela Prefeitura de Candiota, um outro será cedido pela Âmbar Energia, mas a mudança e adaptação quem faz são os pais dos alunos, os professores se esmeram e desdobram para dar aula dentro de uma sala mínima e a Seduc se posiciona como, faz o que?” questiona o vereador afirmando que muitas vezes é repreendido por se posicionar.
A vereadora Luana Vais (PT) lembrou que a iniciativa da Prefeitura em emprestar o prédio, assim como a mudança, foi uma decisão sábia, mas que a comunidade não pode se acomodar, visto o prédio não ser o ideal para os estudantes. “Nossos alunos estão com o ensino prejudicado. O quadro está escorado, não tem água potável, são ações que nos levam a buscar uma melhoria. A última informação é que faltava uma assinatura para a cedência do prédio da Âmbar, mas está parado. Sabemos que a Seduc está se omitindo desse processo da escola, talvez até forçar a sair o Ensino Médio de lá. Mas a escola Jerônimo possibilita que as alunos
fiquem concentrados na aula. O prédio da Âmbar ainda é um passo que tem que acontecer, assim como a reforma da escola. Mas acabamos descobrindo que não tem nem licitação ainda. Nós vereadores devemos ir a luta, ter uma posição firme junto aos pais, os alunos, porque serão prejudicados ao ir para outras instituições ou prestar o Enem. Quem tem mais acesso tem que marcar agenda com a Seduc para que ações e decisões sejam tomadas”.
O vereador da base candiotense, Gildo Feijó se colocou à disposição para buscar agilidade no processo. “Se tivemos que marcar em Porto Alegre, a gente arruma um deputado da base do governo para que nos acompanhe para que e faça o pontapé inicial para que a escola retome urgentemente lá onde é o local verdadeiro e derradeiro dela”.
Hulda Alves (MDB) relatou ter acompanhado o prefeito Luiz Carlos Folador numa visita ao Centro Cultural e que há espaços maravilhosos e que aguardava uma decisão da Âmbar para tomar uma atitude quanto ao local, como remover a Secretaria de Cultura e gerar mais conforto a escola. “Ficamos muito sensibilizados porque foi uma manhã muito fria e a direção estava toda na entrada com umas estufinhas que não aqueciam, não deixava o ambiente confortável. Fiz esse relato para dizer que o governo está atento e que estamos juntos para construir uma agenda com o vice-governador”.
Finalizando os pronunciamentos, usando o espaço do artigo 25, o vereador Léo Lopes disse ser inadmissível que o governo do Estado não tenha um ou dois funcionários para ajudar na estruturação da escola no prédio provisório. Ele ainda disse discordar da vereadora Hulda no que se refere a atenção do Estado. “Impossível que não tenham dois funcionários para prender um quadro, colocar uma cortina para pelo menos minimizar os efeitos. Me permita discordar com toda a educação da senhora quando diz que o governo não está atento, está sim atento, a gente teve junto a Seduc a cerca de quatro ou cinco meses atrás e o governo estava tão atento que quando emitimos uma nota de repúdio as atividades da escola, de pronto, recebi uma ligação do governo do Estado repudiando a minha nota de repúdio”, finalizou.
JÁ FOI NOTÍCIA NO IMPRESSO