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Novo governo expõe frota sucateada da prefeitura

O atual governo quis mostrar aos hulhenegrenses como recebeu a prefeitura no início deste mês

O atual governo quis mostrar aos hulhenegrenses como recebeu a prefeitura no início deste mês

O largo da Biblioteca Pública Municipal Nóris Paiva, em Hulha Negra, está tomado de veículos e máquinas. Carros, caminhões, tratores, retroescavadeiras e motoniveladoras foram expostas no local pela nova equipe da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SMOSP), no final da semana passada. O atual vice-prefeito da cidade, Igor Canto (PDT), diz que os veículos estão sem condições de uso. Segundo ele, a intenção é mostrar à população como a nova gestão recebeu a prefeitura no dia 1º de janeiro deste ano. “Ficaram sete máquinas no pátio da prefeitura que não foi possível expor por dificuldade de deslocamento, e no largo da biblioteca foram expostos mais 15 automóveis, caminhões, micros, caminhonetes e carros, que estavam em funcionamento no final do governo Renato Machado (que administrou a cidade de 2009 a 2012 e voltou a governá-la em janeiro deste ano)”, afirma Igor, que responde pela SMOSP e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente (SMDRMA). De acordo com ele, por falta de máquinas, não está sendo possível recuperar as estradas do interior do município.

O ex-prefeito de Hulha Negra, Erone Londero (PT), rebate a acusação. “A verdade é que nos últimos dias (no final de dezembro de 2016) estragou três veículos e não deu tempo de arrumar. É uma patrola que as peças foram à licitação e não teve interessados. Nos ônibus foram feitas vistoria e um foi para o conserto, com dotação garantida. Nas contas ficaram R$ 396 mil livres para fazer qualquer conserto”, garante o petista.

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Erone afirma que, quando assumiu o cargo em 2013, havia veículos deteriorados deixados pela administração anterior

Erone afirma que, quando assumiu o cargo em 2013, havia veículos deteriorados deixados pela administração anterior

LEILÃO – O então chefe do Executivo hulhanegrense lembra que seu governo encaminhou à câmara de vereadores, em outubro de 2015, projeto de lei que se fosse aprovado a administração municipal poderia leiloar 36 bens inservíveis. Erone se queixa que a proposta tramitou no Legislativo, mas não foi adiante. Ele conta ainda, que quando assumiu a prefeitura em janeiro de 2013, um dos ônibus havia sido fabricado há mais de 20 anos.
Já a atual administração contrapõe o argumento do leilão, dizendo que os veículos expostos são aqueles deixados em condições há quatro anos e que nas mãos do governo chefiado por Erone, viraram sucata.