A polêmica que se estabeleceu em Bagé sobre o funcionamento do Núcleo Bageense de Proteção Animal (NBPA), quando o prefeito Divaldo Lara (PTB) anunciou um corte de 50% na verba de R$ 100 mil que a prefeitura vinha repassando mensalmente. A pendenga também serviu para o surgimento ou melhor o desvelamento, de pensamentos até de ódio aos animais.
Debater democraticamente a racionalização dos recursos empregados no NBPA ou mesmo até achar absurdo o valor, faz parte do processo e é até salutar. Porém defender a extinção do trabalho ou mesmo em alguns casos, o uso de violência ou métodos de extermínio aos animais errantes, vai na contramão da história, além é claro, de este último ser crime previsto em lei.
O trabalho desenvolvido pelo Núcleo é fundamental não só para Bagé como para a região, que muitas vezes atende animais não só da nossa maior cidade, mas sim de outros municípios do entorno, que ao nosso ver também deveriam contribuir para a subsistência da iniciativa.
Aliás, o trabalho é o que há de mais moderno no mundo neste sentido, pois o empilhamentos de animais domésticos em canis ou gatis públicos ou privados, é uma prática já abolida pelos aspectos de saúde e econômico. O trabalho consiste em tratamento, castração, com controle de fertilidade e zoonoses. A interrupção da atividade em pouco tempo, recoloca nas ruas de Bagé, um exército de animais que entrarão em constante reprodução, ameaçando a saúde pública.
Como já dito, questionar os valores é legítimo, pois se trata de recursos públicos. Entretanto, ter dúvidas sobre o trabalho, é no mínimo ignorância.