Cobertura Regional / Candiota

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Luta pela Usina uniu politicamente Candiota e região

As pessoas têm percebido que a Usina voltou a funcionar

Um conjunto de lideranças se manifestou e comentou publicamente a sanção da lei federal 15.269/2025, que garante a contratação da Usina de Candiota até 2040. Como já referido, uma luta incessante foi travada ao longo dos últimos anos, unificando politicamente Candiota e a região numa só bandeira.

Alem da comemoração, as lideranças projetam como será daqui para frente o processo de transição energética justa.

Luiz Carlos Folador – prefeito de Candiota

Folador com o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que foi o relator da MP 1.304

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“Quero agradecer a todos os envolvidos nesse processo, estamos muito felizes, foi um presente de Natal e de ano-novo para todo o povo candiotense, da nossa região e do estado do Rio Grande do Sul. Gostaria de agradecer ao senador Eduardo Braga, que foi bastante desrespeitado durante a COP30, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que nos recebeu no aeroporto de Canoas para tratar do tema. Em relação ao futuro, nós vamos buscar implantar em Candiota uma indústria de produção de fertilizantes. A Âmbar Energia assinou um protocolo de intenções com a empresa chinesa JNG, que produz fertilizantes a base de nitrogênio, fósforo e potássio. O RS consome 5,5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, o Brasil consome 50 milhões de toneladas de fertilizantes e de tudo isso, 92% é importado. E nós temos condições de produzir esse fertilizante, gerar desenvolvimento, novos impostos, e com a tecnologia de captura de 90% do CO2, a base de amônia. Nós continuamos agora na luta pela instalação do polo carboquímico, na produção de metanol, na produção de ferro-silício-alumínio, além de outras alternativas. Eu quero também destacar a importância desta MP na garantia da vinda do calcário lá do Uruguai, do fornecimento da cinza para a indústria de Candiota, de Pinheiro Machado e Nova Santa Rita. Importante lembrar que em 2021 as duas usinas funcionaram quase que um ano direto, porque nós tivemos as baixas dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, e elas foram fundamentais para manter o nosso sistema elétrico do Brasil funcionando. No ano passado, quando houve as enchentes lá em Canoas, a usina termoelétrica foi fechada por alagamento e as usinas de Candiota ficaram operando para fornecer energia para aquela região.”

Paulo Pimenta (PT)
Deputado federal

“Quero cumprimentar todos e todas que participaram dessa mobilização, dessa luta, os trabalhadores, trabalhadoras, os demais parlamentares, entidades representativas da região. Agradecer ao presidente Lula, ao ministro Alexandre Silveira (do Ministério de Minas e Energia). Quando eu apresentei esta emenda, muitas pessoas não acreditavam que fosse possível que ela fosse aprovada e sancionada, mas agora é lei e eu estou muito feliz e muito orgulhoso de fazer parte dessa luta e junto com vocês garantir essa grande conquista trazendo paz, tranquilidade e segurança para os trabalhadores e trabalhadoras da região. Foram meses de apreensão e que agora, com a sanção da lei, com a manutenção da minha emenda, a gente pode celebrar e, mais uma vez, afirmar que a luta vale a pena. Obrigado, presidente Lula. Obrigado a toda a comunidade.”

Afonso Hamm (PP)
Deputado federal

“A prorrogação das concessões das usinas a carvão mineral nacional garante segurança, mantém empregos e impulsiona o desenvolvimento das áreas ligadas à atividade carbonífera no Sul do país. Esta é uma conquista de fundamental importância para a região. A lei garante a recontratação da Usina de Candiota, oferecendo um prazo de 15 anos para que possamos planejar uma transição energética justa e socialmente responsável. A prorrogação assegura previsibilidade regulatória e tempo para a transição energética. É uma vitória do bom senso e da responsabilidade com o futuro do Estado. Estamos garantindo estabilidade para o setor produtivo e preservando empregos e investimentos que sustentam a economia da região.”

Paparico Bacchi (PL)
Deputado estadual e presidente da Frente Parlamentar da Mineração

 

“Quero aqui abraçar todos os líderes políticos, todas as famílias que tem seu trabalho, seu ganha-pão através da Usina, assim como o Juliano Lazzare, que é candiotense e coordena aqui no parlamente a nossa Frente parlamentar. A MP foi sancionada, fruto e um trabalho que começou ao longo do tempo, ainda em 2022 quando protocolamos um ofício ao ministro Bento Albuquerque para atender nossa região. Trabalhamos, trabalhamos, trabalhamos e trabalhamos, e agora o resultado chegou. Parabéns Candiota, essa região que gera energia para o Rio Grande do Sul e para o Brasil”.

Fernando Luiz Zancan
Presidente da Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS)

“É uma etapa que a gente venceu, um trabalho de cinco anos que começou em 2021, com as discussões de contratação das térmicas, em especial de Santa Catarina. Nós já sabíamos que Candiota precisava ser contratada e naquela época saiu a lei que o senador Espiridião Amin conduziu o processo e ele queria desde então resolver a questão do Rio Grande do Sul e do Paraná também. Mas na época, o Ministério achou por bem resolver Santa Catarina, já que as outras tinham mais tempo. Emendas foram apresentadas, projetos vetados ao longo do tempo, mas a gente tem trabalhado ao longo desses cinco anos para resolver a questão de Candiota, que ficou cada vez mais difícil com o término do contrato em final de 2024. E agora finalmente conseguimos com esse novo arranjo legislativo chegar ao sucesso com a lei 15.269 e aí agora precisa avançar com a contratação da usina mesmo, na hora que tiver o contrato assinado, o processo está resolvido. Ainda tem etapas para avançar, mas o principal que era a contratação da energia de reserva da usina está determinada em lei. Há todo o nosso esforço de criar uma nova indústria no Sul, isso vai dar o tempo necessário para a gente poder buscar tecnologias para redução dos gases de efeito estufa. Estivemos na China e vamos voltar em fevereiro de 2026, assim como estamos conversando com a embaixada americana para ver parcerias com os Estados Unidos. Estamos trabalhando para termos um nova indústria de e reinventar a indústria de carvão do Brasil.”

Frei Sérgio Göergen – Diretor-presidente do Instituto Cultural Padre Josimo e um dos responsáveis pela elaboração do projeto de transição energética no Pampa Gaúcho

“Tínhamos uma situação muito crítica em Candiota, cidade com muito carvão mineral. Temos duas usinas supermodernas, com efeitos ambientais muito pequenos. Nosso ar é melhor que em Porto Alegre, ele é monitorado 24h/diárias e não há agravamentos de problemas de saúde, a mineração é feita de forma cuidadosa. Sabemos que tem que ter fim, mas lutamos muito para que essa atividade pudesse continuar por um período enquanto se faz a transição energética e se criam outras fontes de trabalho e emprego. A questão ambiental tem que culminar com a social e a econômica, pois já é uma região subdesenvolvida. Foram cerca de três anos de intensos trabalhos e o presidente Lula sancionou para até 2040 salvando o emprego do nosso povo. Gratidão muito grande ao presidente Lula, fizemos várias interlocuções diretas com ele que enfrentou muitas contradições internas no governo, pois é um tema delicado. Agradecemos os ministros que nos ajudaram a criar essa ideia que era preciso um tempo para transição e não interrupção brusca, com os devidos cuidados ambientais. Agora o nosso foco é colocar em prática um conjunto de ações para desenvolver e industrializar a região e fazer a transição energética. Não deixei de ser ecologista ou menos ambientalista, pelo contrário, sou muito mais, porque a gente tem que criar condições para que o meio ambiente seja protegido sem agredir ou tirar o direito de sobrevivência e de vida normal das pessoas.”

Paulinho Brum (PSDB)
Presidente da Câmara de Candiota

“O movimento feito foi muito bacana, pluripartidário, todo mundo segurou as mãos, independente do partido, de religião, de segmento e a gente conseguiu. Não foi fácil, mas a gente conseguiu. Com essa medida provisória sancionada, conseguimos ter um pouco mais de tranquilidade, o que não quer dizer que a gente tenha que ficar parado, muito pelo contrário. Temos a garantia até 2040, uma média de 15 anos para fazer essa transição energética justa. No meu entendimento jamais devemos abandonar a mineração, a extração do carvão, um minério tão valioso, devemos trabalhar com alguns pilares, pensar e criar mecanismos para que se consiga atrair novos investimentos. O prefeito Folador, por exemplo, é um grande entusiasta, é um cara que não mede esforços corre atrás tem muito conhecimento nessa questão de atrair novos investimentos. Acho que temos que tentar iniciar o polo carboquímico, disponibilizar mecanismos para atrair a empresa para se instalar em Candiota e transformar carvão em fertilizantes, assim como a do ferro, silício e alumínio, fato que poderia acontecer em cerca de três anos. Paralelo a isso, no meu entendimento, a gente tem que deixar a cidade mais atrativa, mais bonita, mais limpa, fazer um trabalho incansável de paisagismo, de potencializar os nossos empresários, empreendedores, deixar a cidade bem ajustada para atrair turistas, principalmente pela questão do ICMS, fazer com que o dinheiro fique em Candiota. Também penso que empreendimentos turísticos como o objetivado pelo Batalha são importantes e podem trazer riquezas para Candiota, abrir portas.”

Luana Vais – líder da bancada do PT na Câmara de Candiota

“Estamos muito felizes com o desfecho dessa luta de muitos anos. Tínhamos a certeza que o governo federal do presidente Lula não soltaria a mão das trabalhadoras e trabalhadores de Candiota e região. Fizemos a nossa parte junto ao governo federal, abrindo as portas para dialogar e buscar a solução para o nosso dilema, e após várias tentativas finalmente vencemos a batalha. Agradecemos a todos os nossos deputados, em especial ao deputado Paulo Pimenta que fez a emenda na MP 1304, a qual foi aprovada e sancionada. Agora estamos diante de um desafio maior ainda, a transição energética justa. Temos 15 anos para buscar e efetivar alternativas de desenvolvimento econômico que garantam a geração de renda para nosso povo e dignidade. Nossa bancada está comprometida com este debate, em buscar novas matrizes e fortalecer as já existentes. Temos que assumir um compromisso forte com o meio ambiente, pois ajudar a diminuir os efeitos climáticos é dever de todos. Nosso município tem potencialidades que precisam ser fortalecidas, a agricultura é uma delas, mais de 900 famílias estão no campo produzindo, precisando muito de uma política forte de agroindustrialização para agregar valor e gerar empregos; a gaseificação, garantindo o uso sustentável do carvão e a Zona se Processamento de Exportação, ZPE, debate avançado que vai garantir a vinda de empresas e indústrias que vão girar a economia e gerar muitos empregos. E a nossa bancada vai estar lado a lado da comunidade candiotense para este novo desafio.”

Hermelindo Ferreira
Diretor de Comunicação do Sindicato dos Mineiros de Candiota

“A transição energética não é apenas uma exigência ambiental, é uma oportunidade estratégica para modernizar o país, gerar empregos, reduzir desigualdades e garantir um futuro mais resiliente. O momento de agir é agora com planejamento, tecnologia e participação social. A transição é um processo complexo, mas inevitável para garantir um futuro mais sustentável, seguro e economicamente competitivo. O primeiro passo é definir objetivos claros, alinhados às metas climáticas globais e às necessidades locais de desenvolvimento, para depois fazer um diagnóstico e elaborar um plano de ação com cronograma, estimativas de investimentos, estratégias de capacitação de pessoal e mecanismos de gestão de riscos e oportunidades. É necessário e decisivo, a conscientização e educação da população para que todos entendam seus benefícios como a criação de empregos e o estímulo à economia local e impactos, tais como alto custo inicial e resistência à mudança. Por isso, políticas públicas consistentes, incentivos econômicos e transparência no debate são fundamentais para avançar.”

Darlan Oliveira
Vice-presidente do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul)

“A transição energética não é apenas uma exigência ambiental, é uma oportunidade estratégica para modernizar o país, gerar empregos, reduzir desigualdades e garantir um futuro mais resiliente. O momento de agir é agora com planejamento, tecnologia e participação social. A transição é um processo complexo, mas inevitável para garantir um futuro mais sustentável, seguro e economicamente competitivo. O primeiro passo é definir objetivos claros, alinhados às metas climáticas globais e às necessidades locais de desenvolvimento, para depois fazer um diagnóstico e elaborar um plano de ação com cronograma, estimativas de investimentos, estratégias de capacitação de pessoal e mecanismos de gestão de riscos e oportunidades. É necessário e decisivo, a conscientização e educação da população para que todos entendam seus benefícios como a criação de empregos e o estímulo à economia local e impactos, tais como alto custo inicial e resistência à mudança. Por isso, políticas públicas consistentes, incentivos econômicos e transparência no debate são fundamentais para avançar.”

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