Colunas / Marco A. Ballejo Canto

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Eleições chegando

É uma pra lá, outra pra cá, e temos eleições novamente. Desta vez para os cargos mais importantes do país. Como sempre, verdades e mentiras viram manchetes e o povo que quase nada sabe de quase tudo, fica achando que sabe tudo, até das mentiras que acredita serem verdades. A imensa maioria de quem debate política com ‘sabedoria’, nem noção tem do que fala. Vota porque é obrigado e acredita que o que acha deve ser o melhor.

Qual o maior problema do Brasil?

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Na minha opinião, o maior problema do Brasil é a taxa Selic. Observem que todo dia sai notícia de que a dívida pública está se aproximando de 100% do Produto Interno Bruto (PIB). Bem, quase ninguém sabe com algum grau de confiança o que é o PIB, nem eu, que só sei que é um número gigantesco de valores que não sei exatamente de onde vem e não conheço um só que saiba. Sei que é o conjunto da riqueza produzida no país e aí entra a parte de serviços que me complica bastante para conseguir entender a relação serviço-riqueza. O problema é que com esta Selic de 14%, o país tem um juro da dívida impagável de mais de um trilhão de reais por ano, que é o maior valor a bancar muito da corrupção e de todos os acordos imorais e ilegais. Por outro lado, com a taxa Selic a 14%, quem tem muito dinheiro para investir prefere ganhar com a  agiotagem dos juros que recebe e não investir para produzir riqueza através da produção, trabalho, emprego e renda.

Seria a corrupção ou a incompetência o segundo maior problema do Brasil?

O problema é que com esta Selic de 14%, o país tem um juro da dívida impagável de mais de um trilhão de reais por ano, que é o maior valor a bancar muito da corrupção e de todos os acordos imorais e ilegais

A corrupção não tem solução a curto e médio prazo. A corrupção está entranhada no meio dos empresários, trabalhadores, políticos. PCC e Comando Vermelho são fachadas de um problema social brasileiro no qual obter vantagens por meios ilícitos virou normalidade. Daí que os que têm mais poder político até obtém muitas vantagens, que são legalizadas como créditos do Plano Safra ou BNDES com juros muito baixos que a maioria quase absoluta dos viventes não têm acesso, bem como renegociações de dívidas que causam prejuízos imensos a quem não tem culpa na incompetência que causou os prejuízos que levaram a renegociação, uma vez que recursos são desviados da educação e saúde, por exemplo, para bancar tais renegociações.

O segundo maior problema do Brasil é a incompetência. O que eu ouço de empresários falando de custo Brasil, o somatório dos impostos incidentes sobre o salário é uma grandeza. O salário no Brasil, com todos os impostos incidentes sobre o salário, é muito menor que o salário pago em qualquer país mais ou menos rico do mundo. Logo, não é o imposto incidente sobre os salários que torna o país menos competitivo, mas a incompetência. Enquanto os países mais ricos produzem 50 mil dólares por habitante por ano, no Brasil produzimos 5 vezes menos.

Não acredito que nesta eleição presidencial alguém vá falar sobre como ampliar a riqueza produzida por habitante no Brasil.

Daí que a eleição poderá ser ganha por quem tem mais a dizer do que de bom pode oferecer ao eleitor, embora a desconstrução do adversário seja necessária uma vez que o oponente vai usar todos os meios legais e ilegais para chegar ao poder.

Como a ampla maioria do eleitorado sabe quase nada de quase tudo, quem souber manobrar melhor as palavras vai se dar bem e até poderá chegar ao poder com um imenso arsenal de mentiras convincentes.

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