Colunas / Editorial

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O debate nas redes sociais

Não se tem quaisquer dúvidas que o advento da internet e das redes sociais democratizou por demais a informação. São espaços de opinião jamais imaginados pela humanidade. Ricos e pobres, negros e brancos, cristãos, muçulmanos e ateus, liberais, conservadores e comunistas, enfim, toda sorte de pessoas vai para estes espaços e lança mão da sua verdade em tempo real.
Isso é em nossa opinião um avanço fantástico, pois se pôs fim a chamada ditadura da informação, que muitas vezes ficava restrita apenas aos veículos de comunicação. Agora, tudo e todos são alvos da artilharia pesada e muitas vezes impiedosa da internet.
Bom, e é nesta impiedosidade das redes que precisamos também estar atentos. Como algo novo, a internet não deixa de ser uma arma, e assim sendo, precisa de calibragem. O seu uso precisa ser racional, pontual e com objetivos claros, pois senão, como tudo, cai no descrédito e até se configurando em prática criminosa. Não postamos tudo que pensamos, mas precisamos pensar muito bem tudo que postamos.
Outro fantasma que ronda as redes são os perfis falsos, os chamados fakes, os quais, teoricamente, não sabemos quem exatamente está por detrás deles, quais seus verdadeiros objetivos, sendo que na maioria das vezes é para a maldade e desconstrução, nunca para o bem e a construção.
Assim, sigamos utilizando esta ferramenta democrática, porém lembrando que internet não é terreno sem lei e um pântano onde ninguém é descoberto pelas barbaridades e crimes que ali comete, só porque feito no falso anonimato ou do conforto de alguma sala, quarto ou gabinete. Aliás, o Brasil já avançou muito neste sentido, com a aprovação do Marco Legal da Internet.