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Retomada do Canto Moleque

Num tempo de crise como vivemos, a municipalidade de Candiota toma uma atitude ousada ao anunciar a retomada do Canto Moleque da Canção Gaúcha. Ao mesmo tempo, o atual governo cumpre uma promessa de campanha eleitoral.

Não realizado em 2014, 2016 e este ano, o festival nasceu em 1993 com apenas cinco inscritos e de lá para cá, em 21 edições só foi crescendo, principalmente em estrutura. Talvez esse tenha sido o fator principal que levou o festival a ficar caro demais e em momentos de grave crise econômica teve que ser adiado. Da mesma maneira aconteceu com a Feovelha de Pinheiro Machado, que a cada ano se exigia mais e mais, se tornando um grande fardo para quem organiza.

Entretanto, outra observação do próprio jornal ao festival, era que ele havia perdido em algum momento de sua história, a essência, qual seja, de ser o palco dos moleques, dos pequenos, que, mesmo desafinando ou errando a letra, estavam lá, pilchados e cultuando as nossas tradições. O Canto Moleque ficou por demais profissionalizado e cada vez menos, edição após edição, tinha participação das crianças, adolescentes e jovens de Candiota e da região.

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Na 22ª edição, que acontecerá no final das comemorações do aniversário de Candiota (outra volta às origens), em março de 2018, nos parece que a Prefeitura, por intermédio da Secretaria de Cultura, busca a retomada dessa essência. Claro que não será neste primeiro ano que as coisas vão acontecer a contento, mas o principal é que se detectou.

Pensamos, que as entidades tradicionalistas (CTGs, PTGs e afins) também precisam abraçar o festival, assim como as escolas e também a cidade e a região como um todo, fazendo do Canto Moleque novamente um descobridor de talentos, mas muito mais que isso, uma mola propulsora de propagação e eternização de nossa cultura e arte, através da música.