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“A fono vai permitir com que eu ajude meu filho não verbal”, diz mãe do pequeno Heitor

Larissa e o filho Heitor

Este domingo (10) é aquela data regada de amor, carinho, cuidado, lembrança e, em muitos casos, de saudade. O segundo domingo de maio é o Dia das Mães, uma data para celebrar e intensificar a importância daquelas que geraram vidas. Sejam filhos de sangue ou de coração, costumam ser capazes de um amor infinito e de grandes transformações, tudo em busca do bem-estar e desenvolvimento daquele filho ou filha.

E não importa a idade, sempre vai ser aquele ‘Ser’ especial do qual a mãe se reinventa e move montanhas, mesmo diante das dificuldades financeiras, das rotinas difíceis, dos horários corridos pela rotina, da falta de rede de apoio e das doenças, sejam elas físicas ou algum tipo de transtorno mental. E é com relação às dificuldades e necessidades de transformação e reinvenção que o Tribuna do Pampa trouxe na última edição (1.679)  como forma de homenagem pela data, a história de duas mães de crianças atípicas, diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) que buscaram uma nova profissão para auxiliar no tratamento dos filhos. Uma forma de ultrapassar as barreiras diárias em nome do amor.

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Larissa de Souza Azevedo, 26 anos, trabalha como assistente administrativo na Prefeitura de Candiota e é mãe do pequeno Heitor, de 4 anos. Atualmente ela cursa o primeiro semestre de Fonoaudiologia – ciência da saúde que estuda, previne, avalia e trata distúrbios da comunicação humana (fala, linguagem, voz, audição) e funções orofaciais como mastigação e deglutição.

Em entrevista ao TP, ela contou que a faculdade surgiu como forma de auxiliar o filho Heitor, diagnosticado com TEA e não verbal. “Eu sempre tive como objetivo a psicologia, mas por forças maiores eu não consegui seguir o curso. O fato do Heitor ser não verbal, não se comunicar pela fala, me fez pensar que a fonoaudiologia poderia me dar uma direção em como auxiliar ele, pois procuro pensar que Deus sabe o que faz. O Heitor é perfeito pra mim do jeito dele, mas talvez eu possa ajudar na comunicação dele, assim como outras crianças com TEA e com outras deficiências também. Sempre tive paixão por criança e acho que o meu lugar de sucesso é ao lado dos pequenos, principalmente os atípicos”, relatou Larissa, que explicou que em razão do primeiro anos ser totalmente à distância está sendo fácil conciliar o curso que tem duração de quatro anos.

A MATERNIDADE

Ao jornal ela lembrou que ter um filho autista é superar tudo todos os dias, mas que agradece a oportunidade de ter o filho. “A maternidade que idealizamos na gestação é completamente diferente da que temos depois que sabemos que nossos pequenos têm autismo. Acho que hoje em dia minha maior dificuldade é o fato do Heitor não falar, porque ele não falando, em muitos momentos se expressa gritando muito ou chorando. É uma luta diárias e tem dias que é só comigo que ele se acalma, mas eu aprendo com ele diariamente e agradeço a Deus por ter a oportunidade de ter ele como filho”.

Questionada sobre quem é a Larissa depois da maternidade, ela fala sobre prioridade e fé. “Com certeza outra Larissa, uma que faz de tudo pelo filho e vive para ele. Hoje em dia o Heitor é minha prioridade e penso muito no futuro dele. Mães atípicas, não percamos a fé, eles nos ensinam diariamente a ser melhores, e principalmente que precisamos cuidar de nós, porque para cuidarmos deles, precisamos estar bem. Faço terapia, treino e mesmo assim tem dias que eu desabo, e está tudo bem, porque ser mãe é isso!”

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