
Pronunciamento do prefeito de Candiota foi feito durante na inauguração do Banco do Povo na manhã desta quarta-feira (4)
Ainda sem saber que a Âmbar havia obtido uma vitória judicial com efeito suspensivo ao impedimento de operar da Usina e a Mina de Candiota, o prefeito da cidade, Luiz Carlos Folador (MDB), fez um discurso duro, mas necessário, na manhã desta quarta-feira (4), durante a inauguração do Banco do Povo no município.
Folador lembrou que recentemente esteve na China para conhecer, junto com uma grande comitiva gaúcha e brasileira, uma tecnologia que captura o CO2 da queima do carvão mineral para ser transformado em fertilizantes – insumo que o Brasil é altamente dependente. O prefeito destacou que atualmente, em território chinês, há nada menos que 3.090 usinas semelhantes as de Candiota em funcionamento, com potências variadas que chegam até 1 gigawatt (mil megawatts) de potência. “E a nossa com 350MW não pode funcionar? Isso é conversa de ‘matilde’, de gente que não é séria e não quer desenvolvimento do nosso povo”, classificou, em claro recado a ambientalistas que insistem no fechamento da Usina de Candiota, sem que haja um processo de transição energética justa e inclusiva.
EM BRASÍLIA
Folador anunciou ainda que na semana que vem vai liderar uma comitiva novamente até Brasília para tratar das emendas à medida provisória (MP) nº 1304, que, se aprovadas, ou uma ou outra, garantem a continuidade da unidade, dando tempo da transição. Uma emenda é do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que propõe a extensão dos contratos até 2040 e outra do senador Esperidião Amim (PP-SC), que estende até 2050.
Segundo Folador, um encontro já está marcado com a bancada gaúcha no Congresso Nacional, bem como, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) participará de uma audiência na capital federal, com o relator da MP 1304, senador Eduardo Braga (MDB-AM) e a comitiva liderada pelo prefeito candiotense.
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