
Prefeitos, vice e vereadores da região integraram a mesa de autoridades
Na manhã do dia 29 de agosto, a Câmara de Vereadores e Vereadoras de Candiota recebeu autoridades, engenheiros e estudantes de diversas cidades da região e do Estado. Aconteceu o Simpósio – Pavimento de concreto reforçado com fibras, um evento promovido pelo Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja), junto a Associação Brasileira Da Indústria de Fibras Para Construção Civil (Abifibra) e apoio da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e Legislativo candiotense.
O evento, voltado a Prefeituras foi um desdobramento de uma viagem realizada a São Paulo para conhecer experiências realizadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e práticas em cidades como Piracicaba e Sorocaba.
A abertura do Simpósio foi feita pelo prefeito de Candiota e presidente do Cideja, Luiz Carlos Folador, que além de relembrar o objetivo de utilização da tecnologia para a rodovia Transcampesina, falou sobre a importância de um uso futuro na região.
“A expectativa é muito boa e um divisor de águas. Nós tivemos conhecendo essa tecnologia e agora queremos trazer para nossa região. Na verdade ela já existe em nosso Estado. Tenho certeza pelo menor investimento inicial e pela alta durabilidade. Além da segurança, tem a parte ambiental também, pois usa cimento onde temos uma fábrica em Candiota, outra em Pinheiro Machado e outras duas no Estado que usam a cinza oriunda da extração mineral do carvão. Tudo é economicamente viável”.
Também fez uso da palavra o prefeito de Hulha Negra, Fernando Campani, que integrou a comitiva durante a visita a São Paulo. “Estamos fundamentados na ciência e nossa tarefa é focar na tecnologia para mudar o envolvimento. Uma tecnologia com sustentabilidade, durabilidade e real efeito para tudo que desejamos. Adotamos o princípio do ‘um por todos e todos por um’ para dar mais oportunidade a sociedade”.
O Simpósio ainda contou com palestras com o presidente da Lavras do Sul Mineração, Paulo Serpa, o engenheiro da Abifibra, Carlos Bassamino e o professor da Unicamp e presidente da Abifibra, Carlos Marmorato que falou ao jornal sobre a tecnologia. “É relativamente recente esse tipo de pavimentação de concreto com as fibras, em virtude que as normas que regulamentaram esse produto como técnico na construção é de 2021. Estamos de uma tecnologia que ganhou grande espaço na nossa construção e tem sido uma tecnologia viável para as Prefeituras. Ela tem uma durabilidade de 30 anos, então buscamos fazer com que tenha maior desempenho e durabilidade, além de custo, que a vida útil do pavimento seja maior. Isso colabora com a infraestrutura urbana da cidade mas também com otimização de recursos naturais, pois você faz com que o pavimento seja mais durável”.

Presidente da Abifibra, Carlos Marmorato
Também estiveram presentes estudantes do curso de graduação em Engenharia Civil da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), campus Alegrete, do grupo Modelagem e Análise Experimental de Compostos (MAEC). O estudante Jaime Renck também falou ao jornal sobre a expectativa do evento e da tecnologia que também já foi testada em frente a universidade na cidade gaúcha. “É uma tecnologia nova no mercado que tem a durabilidade do pavimento urbano de concreto. Ela foi implementada na Fronteira Oeste e agora está sendo trazida para esta região. Estamos aqui para aprender um pouco mais, trocar conhecimentos e trazer no case de lá que foi muito bem aceito pela sociedade”

Estudante de engenharia civil da Unipampa, Jaime Renck
Após o simpósio, o grupo realizou uma visita técnica ao chamado trecho prioritário para pavimentação da rodovia Transcampesina na localidade do Passo do Neto, entre os municípios de Candiota e Hulha Negra.
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