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Usina de Candiota completa três meses de paralisação e incertezas continuam

Usina está paralisada desde o dia 1º de janeiro deste ano

Usina está paralisada desde o dia 1º de janeiro deste ano

Na última terça-feira (1º de abril), a Usina de Candiota, pertencente a Âmbar Energia, completou três meses de paralisação, depois do fim dos contratos de venda de energia em 31 de dezembro do ano passado. Ainda não há uma definição concreta sobre o futuro da unidade industrial.

A esperança recai sobre a edição de uma medida provisória (MP) por parte do governo federal, que garanta a compra de energia de reserva, prolongando seu funcionamento até meados de 2040 ou 2050.

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Há intensas movimentações nos bastidores, porém, como dito, concretamente ainda não há nada oficial. Como forma de pressão, o deputado Afonso Hamm (PP) fez novamente um discurso na tribuna da Câmara Federal e protocolou um projeto de lei nos moldes e teor semelhantes ao que se discute para a MP.

Hamm cobrou na tribuna, que após uma audiência realizada no Ministério de Minas e Energia (MME), em 15 de fevereiro, bem como, após a vinda do presidente Lula a Rio Grande para a retomada do Polo Naval, havia uma promessa de que após o carnaval, a medida provisória seria editada pelo governo.

O projeto protocolado por ele esta semana – PL 1371/1025, segundo o deputado, busca garantir a contratação de reserva de capacidade para termelétricas a carvão mineral nacional, com contratos de longo prazo (até 2050), assegurando a compra mínima de carvão mineral nacional e a manutenção dos empregos e atividades econômicas nas regiões carboníferas. “Devido a demora por parte do governo federal da edição da MP, que autorize a renovação dos contratos de venda de energia da Usina de Candiota, resolvi apresentar um projeto de lei com a mesma finalidade”, disse.

Alternativa debatida, porém com menor força, seria a derrubada do veto presidencial ao artigo do projeto 575/2021, que prorrogava os contratos até 2050.

Nesta edição do jornal, o presidente da Âmbar Energia, Marcelo Zanatta, ao ser abordado para o especial dos 33 anos de Candiota, não se refere diretamente a situação, porém dá um depoimento bem otimista em relação ao futuro do carvão mineral e da Usina em si.

O prefeito Luiz Carlos Folador (MDB) esteve em Brasília nas últimas duas semanas, monitorando os encaminhamentos e também mantendo diálogos com ministérios, senadores, deputados e lideranças ligadas ao setor.

 

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