O episódio envolvendo o áudio vazado atribuído ao vereador candiotense, nos remete a uma série de reflexões. Não entramos no mérito e nem fazemos julgamentos apressados. As conclusões cada um está tirando as suas.
Mas queremos chamar atenção para o distanciamento da Câmara para com a sociedade candiotense.
A Câmara, e não é de hoje, é pródiga em não utilizar com mais força as ferramentas da transparência e da comunicação social como balizadoras de suas ações. Há muita dificuldade em se saber o que se passa no Legislativo local. Não há canais eficientes para isso. Não basta dizer que o povo precisa participar, é preciso incentivá-lo a isso.
Começa esse processo com a localização. O prédio fica a 10km da Prefeitura e do núcleo central e mais populoso do município. Isso dificulta e muito a participação popular. Em todo o Brasil, as câmaras de vereadores ficam centralizadas, o que facilita o acesso do povo à Casa do Povo. Além disso, o horário de funcionamento é outro grande problema, quando o expediente é apenas em um dos turnos.
Outro sinal claríssimo e que dificulta o acesso as informações daquilo que se passa por lá, é a absoluta falta de interlocução com a comunidade. Não há preocupação com a comunicação. O site do Legislativo tem problemas, quando a maioria das abas que se clica não funciona ou não abre.
Enfim, a Câmara de Candiota precisa se repensar. Mudar os vereadores, como alguns propõem, não se resume em solução. É preciso mudar as práticas e até de lugar.
Editorial