Temos acompanhado de tudo neste país, do qual se pode falar muito, não que seja monótono.
O ano começou, mataram as pencas nos presídios, a taxa SELIC caiu além do esperado, a inflação de 2016 ficou menor que se previa, o recesso do judiciário e as férias dos deputados acalmaram os escândalos, as Fundações extintas pelo governo do estado ainda não acabaram e muitas não acabarão, mudarão de nome, a dupla Grenal apresenta craques de qualidade discutível, prometendo ano de feitos razoáveis, pelo menos, e o Grêmio vai jogar a Libertadores, o que parece muito.
De todas as notícias, a mais interessante é a queda da taxa SELIC. Esta, que deve cair bem mais, para alegria geral da nação, em 2017, reduz significativamente os bilhões que o governo federal paga de juros, fazendo com que os recursos financeiros dos tributos possam ser canalizados para coisas mais úteis. A queda desta taxa deve também fazer cair as taxas de juros do cheque especial, que é a que os consumidores mais sentem quando entram no vermelho. Ao cair na taxa de juros do cartão de crédito o freguês está falido.
A questão dos presídios no Brasil é das mais relevantes, embora os presidiários sejam pessoas esquecidas pela maior parte da sociedade que nem quer presídios sendo construídos perto de onde moram. Não dá nem para falar que são tratados como bois, suínos ou galinhas, que estes são bem melhor tratados que seres humanos condenados a todo tipo de humilhação e desprezo social nas fedorentas cadeias do país, assistidos por um Estado incompetente para guardar, menos ainda para instruir e preparar o retorno destes à sociedade. Também não sei o que fazer, mas o debate é necessário.
O recesso do judiciário e as férias nos legislativos nos fazem perceber, com clareza, que, de tão bons que são, quem pode mais, simplesmente pode.
Um bom debate deverá continuar acontecendo com relação aos destinos dos espólios das Fundações estaduais extintas. O governo estadual, ao acabar com as mesmas, passou atestado de incompetência. O atestado de quem deveria ter tido a competência de ter feito, em dois anos, que se tornassem úteis e cumprissem suas funções sociais. Incapaz de ser competente, o governo optou pelo fechamento das mesmas. O que não existe, não é notícia.
Finalmente o futebol, que neste mundo globalizado nos mostra Real Madrid, Barcelona, Manchester United ou City, Juventus e Bayern de Munique, ao alcance do youtube. E os nossos times, um na série B do campeonato brasileiro, ambos de segunda ou terceira linha no contexto do futebol mundial.
