Cobertura Regional / Candiota

Banner 845x110px

Crianças e adolescentes da região não perdem o gosto pelos livros

O livro “Diário de um Banana” é um dos preferidos de Matheus
O livro “Diário de um Banana” é um dos preferidos de Matheus

O livro “Diário de um Banana” é um dos preferidos de Matheus

A era digital não afastou as crianças dos livros em papel. Na Biblioteca Pública Municipal Nóris Paiva, em Hulha Negra, por exemplo, a maioria dos visitantes é crianças e adolescentes. “Adultos são minoria”, destaca o auxiliar da biblioteca Leandro Barbosa Garcia. O atendente diz que “Diário de um Banana”, de Jeff Kinney, e “Diário de uma Garota Nada Popular”, de Rachel Renée Russell, estão entre os livros mais procurados pela garotada.

Matheus Alves Pereira não só gosta de visitar o espaço para ler um livro, como também para utilizar os computadores do telecentro, que funciona no mesmo prédio. “Não tenho computador em casa”, diz o adolescente, 15 anos. Ele cursa o 8º ano na Escola Estadual Dalva Conceição Medeiros.

Continua após a publicidade
Adsense 845x110px

Luan da Silva Menezes, 11 anos, é outro visitante assíduo. Além conferir as obras do espaço literário, ele aproveita para jogar no computador. “Gosto de jogar corrida de carros”, comenta o aluno do 6º ano da Escola Municipal Monteiro Lobato.

A biblioteca hulhanegrense conta com um acervo aproximado de 2,5 mil títulos, entre obras infantis e clássicos da literatura brasileira, e outros. Segundo Garcia, cerca de 30 pessoas circulam diariamente pelo local, que está aberto de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e à tarde das 13h às 17h. Para empréstimos de livros, é necessário apresentar identidade, CPF, comprovante de residência e foto 3×4. “Menores de 16 anos devem trazer os pais ou responsáveis para fazer o cadastro”, informa Garcia.

O projeto “Ler é bom, experimente!” foi desenvolvido para aproximar os alunos do universo escrito

O projeto “Ler é bom, experimente!” foi desenvolvido para aproximar os alunos do universo escrito

INCENTIVO À LEITURA – A garotada pinheirense também aprecia o contato com os livros em papel. “A procura (de adultos) é boa, mas mais é a infantil”, ressalta a responsável pelo Departamento de Cultura e Biblioteca, Dorisa Luz. Para estimular ainda mais o hábito da leitura entre o público infantil, a Biblioteca Pública Municipal Nico Duarte desenvolveu o projeto “Ler é bom, experimente!”, em julho deste ano. Em uma semana, 85 alunos, do 1º ao 4º anos do Ensino Fundamental, visitaram o espaço. A iniciativa buscou aproximar os estudantes do universo escrito, para que pudessem manusear os livros, enriquecer o vocabulário e desenvolver as habilidades linguísticas: falar, escutar, ler e escrever.

A biblioteca tem mais de 1,7 mil sócios e reúne 20 mil obras. A atendente do espaço, Denise Ritta, destaca que o local conta também com um acervo de mil LPs que foram doados por Bolívar Madruga Duarte, neto de Nico Duarte (já falecido), patrono da biblioteca. Nas segundas, quartas e quintas-feiras, o expediente é das 8h às 12h. E nas terças e sextas-feiras, o público poderá visitar o local das 8h às 14h, sem fechar ao meio-dia.

PEDRAS ALTAS – Inaugurada há quatro anos, a Biblioteca Pública Municipal Faustino Rosa Soares ainda é pouco visitada pela população pedras-altense. “O movimento é fraco”, diz a coordenadora técnica da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, Lidiane Madruga. Para pesquisas escolares e leituras em geral, ela menciona que os estudantes utilizam o acervo da Escola Municipal de Ensino Fundamental Assis Brasil. “É bem maior, bem amplo, são diversos autores”, destaca.

Lidiane lembra que a biblioteca pública foi implantada com recursos estaduais e, desde então, recebe verbas do governo gaúcho para manutenção. O local está aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h, sem fechar ao meio dia. O espaço fica na avenida Teodoro Afonso Peixoto, no prédio da antiga estação férrea.

 

Projeto estimula a aprendizagem em
todas as áreas do conhecimento

Os estudantes do 6º ano EEEF Dario Lassance já criaram árvores genealógicas e participaram de duas gincanas de leitura

Os estudantes do 6º ano EEEF Dario Lassance já criaram árvores genealógicas e participaram de duas gincanas de leitura

Os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Dario Lassance, em Candiota, estão participando do projeto “Eu sou Malala – A história da garota que defendeu o direito à educação e foi baleada pelo Talibã”, a partir da leitura do livro que aborda a autobiografia de Malala Yousafzai, ativista paquistanesa vencedora do Prêmio Nobel da Paz. Coordenado pela professora Sílvia Gislaine Souza, o projeto tem por objetivo mostrar aos estudantes um mundo diferente do que eles estão acostumados, provocando o estranhamento e o debate. “Estimulando a participação em atividades que promovam a aprendizagem em todas as áreas do conhecimento, não como coadjuvantes, mas como agentes promotores da educação. Levando-os a compreensão da importância dos jovens na promoção de um mundo mais justo e igualitário. Compreendendo que o coletivo é importante para garantir o sucesso individual”, comenta Sílvia, acrescentando que o trabalho tem como propósito formar alunos capazes de usar adequadamente a língua materna, em suas modalidades escrita e oral, e refletir criticamente sobre o que leem e escrevem. Segundo ela, o projeto trabalha todas as leituras possíveis a partir do universo apresentado no livro. “Traçando um caminho entre aquela realidade distante e a realidade de nossos estudantes”, explica.

A professora comenta que todos os recursos são disponibilizados pela escola, inclusive o livro “Eu Sou Malala”. “Foram comprados mais de 23 livros, para que, no momento da leitura, cada aluno tenha o prazer de ler individualmente e possa ter a liberdade de voltar e ler quantas vezes julgar necessário.” Silvia destaca que, através do projeto, foram criadas árvores genealógicas e realizadas duas gincanas de leitura.