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Em defesa do Camaquã

leo vieira

1) O assoreamento do Rio Camaquã, com a consequente diminuição da sua profundidade e aumento dos alagamentos na época de chuvas, até, da eliminação das nascentes e olhos d’água nos 388 hectares que serão ocupados pelo empreendimento;

2) Poluição das águas superficiais (rio e riachos) e subterrâneas (lençol freático), com METAIS PESADOS TÓXICOS, óleos e graxas;

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3) Poluição atmosférica e sonora, em virtude das explosões causadas pela dinamite e pela movimentação de caminhões que trafegarão, transportando METAIS PESADOS TÓXICOS e cargas perigosas, inclusive explosivos;

4) Riscos à saúde humana e animal, não só pelo contato direto com a água e o ar poluídos, mas também pela ingestão de alimentos contaminados (frutas, vegetais, leite, ovos, carnes, etc);

5) Alteração da paisagem, com grande impacto visual e paisagístico, uma vez que a usina, cavas e pilhas de rejeitos, serão localizadas na região das Guaritas, em frente à Casa de Pedra, comprometendo a paisagem com maior potencial turístico da região;

6) Redução da biodiversidade na área mais preservada do Pampa Gaúcho (mais de 80% da cobertura vegetal original) e definida como área de prioridade extremamente alta pelo Ministério do Meio Ambiente e como prioritária para a preservação da biodiversidade do Rio Grande do Sul, segundo a própria Secretaria do Meio Ambiente do RS;

7) Efeito forasteiro, com o consequente aumento da insegurança (abigeato, pesca e caça ilegais) e o agravamento da já precária situação dos serviços públicos;

8) Impacto socioeconômico negativo, uma vez que a imagem dos produtos agropecuários da região mais habitada da zona rural da campanha (predominância da agricultura familiar em propriedades de pequeno e médio porte) será associada à mineração de METAIS PESADOS TÓXICOS, com a consequente desvalorização dos mesmos.

9) Falta de retorno econômico à sociedade gaúcha, uma vez que a mineração é das atividades menos tributadas e os metais serão levados em estado bruto para Minas Gerais e exportadas para o exterior, onde serão transformados em geração de impostos e riquezas.

Por tais fatos, convocamos a população para defender a região do Alto Camaquã, que abrange vários municípios do Rio Grande do Sul, comparecendo nas audiências públicas marcadas. Para conhecer mais sobre o tema acesse: www.facebook.com/Rio Camaquã-Palmas-União pela preservação. Os brasileiros, os riograndenses, os que amam esta terra devem se associar neste movimento de preservação, manifestando a indignação dos riograndenses e sua inconformidade.