Em dias de Copa do Mundo, tudo parece ficar mais ameno. O fato é que nenhum debate está chamando a atenção. Como a Copa termina logo, com vitória ou sem da seleção nacional, que isto não parece muito importante num país com tantos problemas como o nosso, voltaremos aos debates que vão levar as novas estruturas administrativas e políticas do país.
Muitos vão falar que os brasileiros precisam aprender a votar, que não é possível errar de novo. Considerando que os candidatos têm origem no povo brasileiro, nenhuma mudança relevante ocorrerá na Assembléia Legislativa do Estado, na Câmara dos Deputados ou no Senado Federal. Quando juntamos 55 brasileiros (na Assembléia), 513 brasileiros (na Câmara) ou 81 brasileiros (no Senado), o que surge do somatório destes indivíduos é uma representação bastante fiel do povo brasileiro. Mudarão alguns nomes, mas a origem é a mesma, logo, o resultado também será.
Quanto tratarmos do governador ou do presidente, mudanças importantes podem ocorrer. Num sistema presidencialista, como o nosso, o perfil de quem dirige pode ser determinante no sucesso ou no fracasso de um governo.
Atualmente, em muitos países do planeta, as sociedades não têm produzido muitos líderes, pessoas que sejam referências, em especial no aspecto moral.
No Rio Grande do Sul, o debate principiante não emociona. Mas sabemos que se o governador for do PMDB o Estado vai se arrastar mais quatro anos em rumo incerto. Se for do PT, bem, desta vez ninguém acredita que será. Se for do PSDB, a última vez que este partido liderou o governo do Estado, a governadora deixou o governo de forma esquecível. Se for do PDT, sou algo suspeito para comentar, afinal é o candidato do meu partido. Os outros são apenas os outros. Pode ser que surja algo diferente, mas não sei se o povo está aberto a fazer experiências. Neste cenário, o governador ruim pode não ser batido, até por ser o ruim conhecido.
Na eleição nacional, a coisa está de botar um balde do lado e chorar. O balde é para encher de lágrimas. Se o candidato do PDT, Ciro Gomes, conseguir controlar seus rompantes, o que para ele não é muito fácil, e fizer uma aliança com alguém de centro direita não muito comprometido, algo como Lula-José Alencar, e tiver o apoio do Lula, provavelmente ganhará. Os adversários não são medíocres como profissionais, que nestes aspectos até são bem sucedidos, mas não empolgam. Como alguém tem que ganhar, alguém ganhará. Lula será mantido preso até as eleições e são raros os que ainda se importam com ele.
Marco A. Ballejo Canto