Em 13.01.2017, escrevi que “Finalmente o futebol, que neste mundo globalizado nos mostra Real Madrid, Barcelona, Manchester United ou City, Juventus e Bayern de Munique, ao alcance do youtube. E os nossos times, um na série B do campeonato brasileiro, ambos de segunda ou terceira linha no contexto do futebol mundial”. O Internacional voltou ao primeiro grupo e nem foi o melhor em meio à mediocridade da série B. O Grêmio ganhou a final da Libertadores do Lanus e fez aquele jogo esquecível, em dezembro, contra o Real Madrid.
Lembro de um amigo que queria processar o jogador que tirou o Neymar da Copa de 2014. Pensei que era brincadeira. Não era. Ele falava que o atleta agressor havia matado o sonho das crianças que nunca viram o Brasil campeão do mundo. E todas estavam empolgadas. Pensava eu que enganadas pela mídia.
Lembro das últimas doze copas do mundo. Assisti o Brasil ganhar três. Um excelente percentual de 25% de títulos. Vamos assistir em breve mais uma Copa do Mundo. Dizem os da imprensa que somos favoritos. Pelo menos, somos um dos favoritos. Não somos. Nossa defesa é fraca, o meio de campo não é lá essas coisas e o ataque é do mesmo nível que o de várias equipes. Como Copa é torneio e torneio é momento, pode dar qualquer coisa, até o Brasil ganhar.
Escrevi no primeiro parágrafo, citando a coluna de janeiro de 2017, que nosso futebol é de segunda ou terceira linha. Tratava do futebol jogado no Brasil. Feita a convocação, o melhor jogador da última Copa Libertadores, Luan do Grêmio, não foi convocado. Kannemann, que com Geromel forma, segundo muitos, a melhor zaga da América, não foi convocado pelo técnico da Argentina. Artur, que seria um fenômeno no meio campo do Grêmio, foi esquecido, e Marcelo Grohe, o Milagroe, também. Acho que Tite, como eu, acredita que estes jogadores se destacam em competições onde o nível das equipes é medíocre. Apenas Geromel foi convocado. Numa zaga para a qual foram convocados Marquinhos e Tiago Silva, os zagueiros de qualidade discutível, do Paris Saint Germain, onde normalmente um fica na reserva, além de Miranda, Geromel deve ser titular, fazendo dupla com este.
O futebol não emociona como em outros tempos, onde os jogadores representavam um Brasil que tinha tudo para ser um país de ponta no contexto mundial. Mas é sempre bom ser campeão. Pelo menos, desta vez, a Copa não é no Brasil.
Marco A. Ballejo Canto