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Mudanças no Código Tributário geram divergências entre vereadores de Piratini

Participou representantes de segmentos ligados ao tema
Participou representantes de segmentos ligados ao tema

Participaram representantes de segmentos ligados ao tema

Uma Audiência Pública aconteceu na Câmara de Vereadores de Piratini, na última segunda-feira (30), a fim de discutir do projeto de Lei 24/2017, proposto pelo vereador Carlos Caetano (PDT), que altera o Código Tributário Municipal. Segundo o projeto, o objetivo é atualizar a tabela do valor venal dos imóveis rurais e urbanos para fins de avaliação do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis Intervivos (ITBI).

Participaram da audiência pública o Sindicato dos Funcionários Públicos do Município, ramo imobiliário, Emater e técnicos que trabalham na região, além do fiscal da Prefeitura, João Manuel Peixoto.

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De acordo com Peixoto, o projeto de lei visa discutir a desproporção que se estabeleceu nos últimos anos com relação ao valor venal, ou seja, de venda dos imóveis e o real valor praticado no mercado imobiliário na compra e venda. Ainda segundo o fiscal, a última revisão aconteceu em 2008. “Entre as categorias estão terras planas, altas e rochosas e por isso, o valor será arbitrário em virtude da diversidade de terras, escoação de produção entre outros fatores”, explica Peixoto.

No entanto, o projeto que ainda deve ser passar por votação parece estar dividindo opiniões entre os vereadores de oposição. O vereador Macega (PMDB) e Jimmy Carter (PMDB), já admitiram ser contrários com relação a alteração do Código Tributário Municipal. O vereador Macega foi enfático em seu posicionamento ao manifestar ser contra aumentar qualquer tipo de imposto ou tributo. “As pessoas já não estão conseguindo pagar os impostos. O ITBI vai dificultar os novos negócios, vai prejudicar o andamento de dinheiro que pode ser investido no comércio, na indústria”, pondera.

Já para o vereador Serginho (PDT), é impossível prestar um serviço de qualidade e não arrecadar um tributo justo para o município. “As cidades ficam com uma parte muito inferior se comparado aos valores estaduais e federais, sem contar que é um valor venal defasado”, explanou. Ainda segundo o vereador, não existe um sistema de fiscalização capaz de fazer com que a venda ou compra de terras sejam inspecionadas. Para o vereador, é preciso trabalhar nessas alterações para que o município possa dar um retorno melhor para a comunidade.