No Brasil é bonito falar mal do carvão mineral. Enquanto isso, as demais indústrias altamente poluentes passam ao largo, sem falar, na produção bovina no Centro- Oeste e nas queimadas na Amazônia.
Já falamos isso inúmeras vezes aqui, que o centro de Bagé na hora do pico é infinitamente mais poluído do que ao lado da Usina de Candiota ou em suas imediações. Aliás, os números e dados estão aí para avalizar o que estamos dizendo.
Pressionado pela ideologia equivocada e por organizamos internacionais, assim como a presidente Dilma Rousseff foi em 2012, o presidente Michel Temer irá vetar algo que impactaria diretamente e de forma positiva na economia não só regional, mas gaúcha, qual seja, a modernização do parque termelétrico brasileiro a carvão, contida no artigo 20 da Medida Provisória 735/2016, aprovada pelo Congresso Nacional.
Sob a mentira de diminuir os gases de efeito estufa e de que o Brasil não pode ir contra o Acordo do Clima de Paris, os tecnocratas do Ministério do Meio Ambiente, insuflados por ambientalistas patrocinados pelo exterior, satanizam o carvão, como se fosse ele o responsável pela poluição no Brasil. Hoje são apenas 4 mil megawatts de energia oriunda do carvão e com a modernização dessas térmicas o impacto seria 10% menor. Mas como sempre dissemos, se o carvão estivesse em São Paulo, com certeza esses empecilhos não existiriam.
Nos resta novamente lutar, assim como foi quando conseguimos reincluir o carvão na matriz energética, fruto também do susto hídrico que o país sofreu em 2014 e 2015.