Como se diz por aí, oposição e concorrência é bom para os outros, mas para quem está no governo ou quem tem negócio, não é muito uma boa ideia. Na verdade, em ambos os casos quem ganha é a população quando se tem oposição política e concorrência comercial.
Está se desenhando e parece que neste fim de semana se bateu o martelo, um bloco de oposição em Candiota, formado por PMDB, PDT e PSDB – os três partidos derrotados nas últimas eleições e que somados fizeram 57% dos votos válidos.
Para o processo democrático é muito importante que se tenha oposição, que haja uma fiscalização das ações do governo e que se tenha cobrança. Contudo, é necessária a devida prudência e medida das coisas. A oposição precisa ser responsável e também urge saber que ela não é o governo e também não manda no governo.
A união entre estes três partidos que possuem acento na câmara e somam em tese, cinco vereadores, ainda não está bem clara diante dos olhos da população. Á princípio o que se sabe são através de pequenas notas em redes sociais, porém ainda não há um documento público que diga quais são as bases que os une de fato. Eles estiveram em campos opostos nas eleições municipais e divergem em muitos pontos, mas ao que indica um fato os junta, que é se opor ao governo que assume em 1º de janeiro e este parece ter sido o fator preponderante da união.
Nos últimos oito anos, praticamente não houve oposição, pois PSDB e PDT faziam parte da base aliada e da administração do prefeito Luiz Carlos Folador (PT). Aliás, se fizer um DNA do atual governo, com certeza se encontrará sinais claros de paternidade, tanto de pedetistas como de tucanos. O fato é que eles resolveram buscar outro caminho já no processo eleitoral e isso se revelará nos próximos anos em desdobramentos que ainda é difícil prever. O PMDB manteve sua postura, apesar de um movimento interno ter indicado possibilidade de aproximação com o futuro governo.
O fato é que os eleitos foram escolhidos pela população em cima de um conteúdo programático e tentarão desenvolver suas propostas com ações concretas ao longo dos próximo quatro anos. A população espera das forças políticas, tanto de situação como de oposição, maturidade suficiente para não prejudicá-la com disputas sem qualquer propósito ou que ensejem apenas vaidades.
O povo, que não é bobo, estará vigilante e cobrará tanto de um lado como de outro, comportamentos adequados.