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Pagamento em dia só com repasses da União, diz secretário da Fazenda do RS

Feltes desembarcou ontem (17) em Brasília para reunião com ministros
Feltes desembarcou ontem (17) em Brasília para reunião com ministros

Feltes desembarcou ontem (17) em Brasília para reunião com ministros

Mais uma vez, o governo do Rio Grande do Sul recorre a União em busca de recursos para amenizar a crise financeira. Ontem ainda (17), o secretário Estadual da Fazenda, Giovani Feltes, desembarcou em Brasília com a missão de buscar o ressarcimento de recursos pela construção de estradas federais, realizadas na década de 80, e pela ocupação de áreas com assentamentos quilombolas, indígenas e da reforma agrária. A soma dos valores, conforme mencionado por ele no “Tá na Mesa” da Federasul, pode chegar aos R$ 5 bilhões. Os recursos garantem o pagamento das despesas correntes, o vencimento mensal dos servidores e o 13º salário. Caso contrário, os proventos devem continuar sendo parcelados e o Governo do Estado ainda não apresenta alternativa para pagar o adicional do funcionalismo público.

A sensibilização sobre a importância do ressarcimento começa por uma reunião com os ministros gaúchos, quando será retomada a proposta que já é conhecida pela União. Mais uma vez, Feltes vai apresentar as dificuldades de receita e pretende usar como argumentos o fato de o governo anterior ter quitado os pagamentos usando R$ 4 bilhões que deveriam ser destinados a programas sociais e mais R$ 1 bilhão dos depósitos judiciais. “Verdade que ampliamos a margem de 85% para 95% do uso dos depósitos judicias, mas os valores ainda não são suficientes para manter as despesas em dia”, reafirmou.

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A crise econômica do País refletiu no Estado que perdeu mais de R$ 2 bilhões de receita em 2015. Para fechar o ano foi preciso controlar despesas, apostar na maior eficiência da arrecadação com o combate à sonegação e antecipar os recursos dos mecanismos de incentivo (Fundopem e Fomentar), além de postergar despesas e buscar financiamentos com depósitos judiciais.

Feltes lembrou que outros 12 Estados enfrentam dificuldades semelhantes à do RS e atravessam 2016 com déficit orçamentário. Ele ainda frisou que a situação poderia ser pior se não tivesse sido aprovado o aumento do ICMS, mesmo assim o déficit projetado para 2016 pode bater os R$ 7 bilhões.

Entre as medidas elencadas que ainda podem ser adotadas pelo Governo do RS estão novas operações de crédito, crescimento dos saques dos depósitos judiciais e redução de Requisições de Pequeno Valor (RPVs). Junto ao Governo federal estão pendentes ainda a batalha pela revisão da dívida com a União e o ressarcimento referente à Lei Kandir e a defesa de um novo Pacto Federativo.