A situação das finanças públicas de Pinheiro Machado vem se agravando ao longo dos anos. Uma máquina extremamente pesada e um processo de diminuição crescente das receitas do município, aliado a crise econômica que o Brasil enfrenta, levam o município a viver momentos muito difíceis e chegar a quase um impasse.
O anúncio da possibilidade de parcelamento, que na prática é apenas um desdobramento do atraso salarial que se arrasta desde o ano passado, parece ter sido a gota d´água e um despertar até para o funcionalismo, que percebeu de uma vez por todas a gravidade da situação financeira da cidade.
O Fundo de Aposentadoria e Previdência Social (Faps), criado no início dos anos 2000 sem a devida compensação do INSS, colaborou também para a atual situação, sendo que agora em novembro, o Fundo passa a não mais ter saldo suficiente e os aposentados terão que ser pagos com o acréscimo de recursos livres do caixa. Uma dívida que estava parcelada até 2032 foi antecipada e quitada.
O fato é que a cidade precisa de uma saída, sob pena de serviços essenciais serem paralisados. O momento é muito delicado e exige unidade em torno de soluções viáveis.
Editorial