A notícia de que a Eletrobras não será mais privatizada este ano acaba repercutindo regionalmente, pois a Usina de Candiota pertence a uma das empresas do grupo, a CGTEE, que já teve autorizada sua incorporação a Eletrosul, que possui sede em Florianópolis.
Atuando apenas com a Fase C – as outras duas fase (A e B) foram fechadas por questões alegadamente ambientais, a Usina de Candiota vive uma situação de enorme impasse, apesar do adiamento da privatização ser um alento.
Seu desmonte, com o fechamento das duas fases sem que houvesse um caminho alternativo, também reflete na economia candiotense e regional. Com uma usina operando em menor escala, o fornecimento de carvão mineral abalou enormemente a Companhia Riogrendense de Mineração (CRM), que vive da mesma forma um impasse financeiro por conta disso e também luta para escapar de um processo de privatização proposto pelo governo estadual.
Além da diminuição da produção carbonífera, a economia local sofre com a diminuição da produção de energia e isso reflete diretamente em menos impostos. Para fechar, os empregos que as fases A e B geravam quando em operação foram todos extintos.
De outra banda, desde o anúncio do processo de privatização da Eletrobras, a CGTEE, que possuía uma ligação direta com a comunidade da região, perdeu totalmente este vínculo e atualmente sequer se sabe ao certo quem são dirigentes da estatal.
Talvez, um novo governo federal eleito este ano, recoloque estas empresas que tanto deram orgulho a todos nós (CGTEE e CRM) nos seus devidos lugares de destaque novamente. Para isso é necessário e fundamental uma política de valorização do carvão mineral.
Editorial