Cobertura Regional / Pinheiro Machado

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“Sentimento é de frustração”, diz prefeito de Pinheiro Machado ao encerrar mandato

Felipe lamenta não ter feito melhor pelo município em razão da falta de recursos

Felipe lamenta não ter feito melhor pelo município em razão da falta de recursos

Para driblar esse cenário, Feira diz que é muito difícil, pois a comunidade cria uma expectativa com a gestão. “O que se faz numa gestão pública sem dinheiro? É essa avaliação que devemos fazer. Como se move uma máquina pública sem recursos? Aí começa a impactar na prestação de serviços. A gente oferece um serviço que a comunidade não espera”, declara.

O prefeito relata que passar por esse cenário foi uma situação muito delicada. Ele lembra que em 2013 quando assumiu a prefeitura, a gestão conseguiu oferecer os serviços, mas a partir do segundo semestre de 2014 o Executivo passou a ter problemas, como por exemplo, na arrecadação de impostos, pois as previsões de receitas não se realizaram e as despesas continuavam as mesmas. “Embora a gente tenha feito um enxugamento, não conseguimos fazer as estradas como deveria fazer, iluminação pública, enfim, toda infraestrutura urbana e rural não deu pra atender, em função de enxugarmos, para chegar ao final do mandato e conseguirmos honrar com os maiores compromissos”, explica.

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Em relação às metas e objetivos, o gestor afirma que não conseguiu atingir, mas algumas medidas foram alcançadas, como reerguer o hospital, que na época apresentava problemas no pagamento dos funcionários. “Estava em calamidade pública. Não tinha ninguém internado, seis meses de atraso de salário sem pagar o décimo. Conseguimos reerguer e hoje temos um hospital organizado, como de cidade grande”, descreve. Feira cita algumas melhorias realizadas, como a implantação do raio x, ultrassom, oftalmologia, convênios, entre outros. “Essa meta a gente conseguiu atingir com os recursos vinculados que vieram e os programas que aderimos. No início conseguimos manter esse trabalho de atingir as metas, mas depois não foi possível em razão da crise financeira”, enfatiza.

“A gente torce, sem demagogia”

Depois de ter administrado Pinheiro Machado pela segunda vez, o chefe do Executivo desabafa e fala do sentimento ao encerrar o mandato. “A gente fica triste. O Poder Público é cobrado e as pessoas pagam impostos. O sentimento é de frustração, pois em Brasília a gente vê muita roubalheira, enquanto falta dinheiro nos municípios. Essa roubalheira gerou uma grande desconfiança nos investidores e o País parou. O mercado interno e externo se retraiu e a crise acarreta financeiramente e moralmente. Ficamos frustrados por não ter feito um trabalho melhor”, diz.

A partir de 2017, Felipe da Feira continuará morando no município e dedicará parte do seu tempo a pecuária com o filho. Ele pretende também ingressar no ramo do comércio, mas de pequeno porte. Questionado sobre o ele espera da próxima gestão, o prefeito pondera que espera que faça melhor. “A gente torce, sem demagogia. A gente continua morando em Pinheiro Machado, vai precisar do nosso município, tanto na limpeza urbana, quanto na educação, na área de infraestrutura urbana e rural. Torcemos e sem críticas. Jamais eu vou para um Faceboook criticar o governo. Vou torcer que dê tudo certo, pois a gente precisa que de certo. Que Deus ilumine o prefeito, vice-prefeito, secretários. Os funcionários públicos precisam ajudar o prefeito para construir um bom governo. Com dinheiro fizemos muita coisa boa. Sem dinheiro começa a complicar”, acrescenta.

A administração deixa um projeto de recuperação de estrada do Consórcio Público Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental dos Municípios da Bacia do Rio Jaguarão (Cideja) no valor de R$ 250 mil, o qual está em andamento e ainda não foi liberado desde 2013. Além disso, há outras emendas parlamentares direcionadas a cidade para a saúde e que deverão ser encaminhadas. “A gente agradece a comunidade de Pinheiro Machado, por me darem a oportunidade de governar pela segunda vez. Quero deixar o mínimo possível de restos a pagar”, conclui.