A privatização no setor de telecomunicações realizado na década de 1990 em certa medida foi um acerto, pois o monopólio estatal não dava conta das demandas. A forma como foi privatizado pode e deve ser questionada.
Passados mais de 20 anos, enfrentamos, pelo menos aqui na região, muitas dificuldades em termos de telefonia. O que se cantou em prosa e verso sobre qualidade e disponibilidade de serviço após as privatizações, na prática não se comprovam.
Falta capacidade de atendimento e sobram aborrecimentos a usuários e para aqueles que pretendem ser. O sinal de telefonia está péssimo em todas as localidades. A demanda de internet banda larga não é atendida, entre outras questões, que fazem das operadoras em todo o Brasil as campeãs em reclamações junto aos Procons.
O fato é que o lucro puro e simples está sendo a regra do jogo neste setor, sem que haja a aplicação do princípio da universalização do serviço, independente do tamanho da demanda. O ocorrido nos faz pensar que a privatização da Eletrobras – proposta precisa de melhor debate, pois corremos o risco, dentro em breve, de enfrentarmos o mesmo calvário da telefonia.