Colunas / Marco A. Ballejo Canto

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A Tribuna de todos

No início de abril de 2011, escrevi pela primeira vez no jornal “A Tribuna do Pampa”, no lançamento do mesmo, e desde então, toda semana, dedico um tempo a esta coluna. Há momentos em que nem gosto de lembrar que já passaram sete anos. Tenho em meu arquivo todas as colunas que escrevi e posso verificar previsões onde acertei e errei. Acertei a maioria das vezes. Errei algumas, como é normal que ocorra. Faltam poucas colunas para chegar a 350 e poucas vezes esqueci de enviar, em cima da hora, como quase sempre ocorre, para desespero do diagramador do jornal. Com uma proposta positiva, compromisso com o desenvolvimento regional, este jornal se mantém porque joga a comunidade para cima. Mostra as coisas boas feitas por pessoas humildes, porém importantes, que fazem ações relevantes. Se o jornalismo feito pelos grandes meios de comunicação do país seguisse esta linha, certamente estaríamos vivendo num país melhor. Promover a sociedade onde está inserido é a grande sacada da direção do jornal, que se mantém por ser inovador, diferenciado, em oposição ao lugar-comum da mídia nacional que prioriza a catástrofe, a desgraça, o feio.
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Na última sexta, o jornal publicou uma matéria a respeito da retirada de um prédio de alvenaria construído no meio da rua em Hulha Negra. Nesta coluna, em 07.11.2015, escrevi que “Nos últimos meses, quando passo em Hulha Negra, encontro algo muito raro de encontrar em qualquer lugar, se é que existe, um prédio de alvenaria no meio da Av. Getúlio Vargas, a principal do município. Ocupando o lugar onde deveria ser permitido automóveis e outros veículos transitarem. Dias antes da festa do colono, em julho, falei para o prefeito que havia diversas formas de se dizer que não há controle na administração. Uns fazem pichações, outros publicam outdoors, outros discursam impropérios aos mandatários e outros constroem um prédio no meio da avenida. Se deixarem… Parece-me que, estabelecido, o prédio se encontra no patamar da normalidade. Os vereadores e os Órgãos de segurança pública também devem achar normal. Então, tá tudo certo. Porém, se alguém atropelar o prédio, e sempre tem um distraído para fazer algo assim, o principal responsável é quem permite”. O governo anterior permitiu, mas o atual parece querer botar ordem na casa. Deve fazer em torno de três anos que o prédio está daquele jeito e não foi só o executivo que permitiu; a Câmara não tomou providências, nem a Brigada Militar, o Ministério Público, a Defensoria Pública. Não se trata de acabar com o empreendimento, apenas de colocar o mesmo em lugar adequado. Também não me parece ter lógica instalar prédios de alvenaria em lugares destinados a calçadas.