Desde os manifestos de 2013 contra o aumento das passagens de ônibus, passando pelas manifestações que derrubaram a presidente Dilma Rousseff, a Operação Lava-Jato, a delação da JBS, a prisão do ex-presidente Lula e agora a greve dos caminhoneiros, que o Brasil convive com um turbilhão. Está sacudido de todas as formas. Vive muitas incertezas e descrédito.
A crise ética foi usada como artífice para que Michel Temer ascendesse ao poder. Como presidente, Temer tratou de colocar em prática uma agenda contrária daquela que ele se elegeu vice-presidente na chapa de Dilma em 2014. Além disso, o presidente e parte de seus ministros são acusados de estarem envolvidos em escândalos de corrupção.
Esse contexto leva o Brasil a uma crise sem precedentes de autoridade, além das outras é claro. Assim, surgem soluções nada pertinentes como uma intervenção militar ou de caráter autoritário. Mas é compreensível que nesses momentos históricos, ideias extremadas ganhem até simpatia de uma parcela da população, que não enxerga perspectiva.
O ideal neste momento é o povo brasileiro e suas instituições – que apesar tudo, ainda se mantêm -, terem serenidade para levar o país para as eleições de outubro, quando se elegerá um novo mandatário (a) da República, bem como, será eleito uma nova Câmara Federal, renovado dois terços do Senado, escolhidos novos governadores (as) e assembleias legislativas estaduais.
A resposta, por mais difícil que seja de perceber, precisa ser nos marcos democráticos e de forma política. Qualquer outra invencionice nos afundará ainda mais.