Uma das bandeiras do vereador Mateus Garcia (PDT), que também preside o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Pinheiro Machado, é a questão da segurança pública. Apesar de ela ser uma responsabilidade constitucional do governo do Estado, Mateus avalia de que é preciso ter colaboração entre os entes federados, bem como, ele aposta no uso da inteligência para a resolução dos casos.
Exemplificando sua defesa no uso da inteligência, o vereador lembrou o caso de uma onda de assaltos recentes a lotéricas na região e que com as imagens das câmeras captadas em Hulha Negra, foi possível grampear os telefones da quadrilha e prender os criminosos no Norte do Estado.
Neste sentido que o pedetista está cobrando o funcionamento efetivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) de Segurança Pública, criado no município, através de lei, desde 2009. “A segurança é um compromisso que assumi e o GGIM é uma ferramenta importante. Quero vê-lo funcionando, inclusive para podermos alocar recursos”, disse, lembrando que a escalada da violência não tem aumentado apenas nos grandes centros, basta ver, segundo ele, os assaltos recentes a comércios em Pinheiro Machado, além dos abigeatos na zona rural.
O QUE É O GGIM – O Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) forma a estrutura gerencial local do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Assim, enquanto principal ferramenta de gestão, garante sua viabilidade operacional, reunindo o conjunto de instituições que incide sobre a política de segurança no município, promovendo ações conjuntas e sistêmicas de prevenção e enfrentamento da violência e da criminalidade e aumentando a percepção de segurança por parte da população e a valorização dos servidores públicos que atuam na área de segurança em todas as esferas. A gestão integrada e a atuação em rede dos GGIM permitem, de forma sistêmica, maior eficiência no enfrentamento da violência e da criminalidade, uma vez que evitam o isolamento e a fragmentação dos vários segmentos que compõem a área da segurança pública.
Gestão integrada – Pauta-se na descentralização da macropolítica e atua de forma colegiada nas deliberações e execuções de medidas e ações conjuntas a serem adotadas para combater a criminalidade e prevenir a violência, no âmbito local, reunindo os vários segmentos que compõem a segurança pública. Opera pelo consenso, sem hierarquia. Isto é, as decisões são tomadas de comum acordo entre os membros, respeitando as autonomias institucionais dos órgãos que compõem o GGIM.
Atuação em rede – O GGIM pressupõe uma rede de informações, experiências e práticas estabelecidas, que extrapolam os sistemas de informações policiais e agregam outros canais de informações. Além de apresentar um corpo gerencial plural e multidisciplinar, o GGIM mobiliza toda a população, atuando enquanto espaço de interlocução com os cidadãos sobre violência e criminalidade. Nesse caso, a ampliação dessa participação popular envolve a interação intensa do GGIM com os fóruns municipais e comunitários de segurança.
Perspectiva sistêmica – O GGIM concebe em sua estrutura espaços inovadores que aliam informação e tecnologia e planejamento e gestão na promoção de políticas de segurança. O pleno funcionamento dessa estrutura prevê a sinergia entre as partes, garantida pelo fluxo informação-reflexão-ação.

